<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170</id><updated>2011-12-13T02:47:43.476-08:00</updated><title type='text'>Em tempos em que nada é mastigado antes de engolir</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>32</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-5576898986241455264</id><published>2011-09-12T13:58:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T14:01:41.755-07:00</updated><title type='text'>Os novos reacionários e o medo da organização (Ou por que ser diferente não basta para realmente confrontar a normalidade)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ignorante ou hipócrita pensar que o caos da nossa sociedade, destruidor de subjetividades, pode ser enfrentado de maneira subjetivista. É tão conservador quanto a tradição pensar-se solitariamente alternativo e especial por ter-se um conhecimento algo aprofundado em literatura, cinema, ética ou direito. Não há, nisso em si, nenhum grande rompimento com a tradição excludente em que vivemos há séculos. Pelo contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso entender as particularidades de nosso tempo. Em nenhuma época como hoje houve tanta falsa comunicação. Nunca, também, houve tanta novidade antiga, travestida em arrogância pós-moderna individualista rebuscada. Parece bastar escrever bonito para ter seu lugar na história do pensamento. Ou, ainda pior, parece que o agir solitário é um caminho contra-hegemônico, como se bastasse consciência para mudar o mundo. Ignora-se, por comodismo ou cegueira, que poucos são os sensatos em uma sociedade que estimula a ignorância. Espera-se que aconteçam milagres de autoconsciência espontaneístas, sem direcionamento, manifestações, gritos coletivos. Coloca-se a culpa do sistema nas organizações que reagem contra ele. Estupidez, por conseguinte, torna-se desejável a quem a reflete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desenganando o campo teórico, advirta-se que o aparente caos moral, artístico e jurídico de nossa época, é, em verdade, senão um planejamento, certamente uma consequência intransponível da ordem capitalista. Nossa subjetividade bagunçada, sem lazer, cultura ou afetividade, é tão intencional quanto desprotetora é nossa polícia, deseducadora é nossa universidade e injusta é nossa justiça. Nosso maior problema coletivo é de ordem material: a desigualdade não é apenas um fator estatístico, mas uma lógica estruturante da ordem em que estamos inseridos. Daí que o individualismo como forma de reação é tão esperado quanto imaturo e ignorante. Reafirmar o caos, oriundo desta ordem, apenas o legitima - como pequenas formigas caminhando individualmente, algumas pela grama, outras pela areia, rumo ao mesmo formigueiro, sem dimensão do tamanho de sua expropriação e exploração por falta de visão da totalidade tida como "natural".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há que desviar deste caminho, mas não sozinhos nem de qualquer jeito. O momento da consciência em que nos afastamos das aparentes belezas que nos jogam como naturais é assustador. Grandes as estruturas, a ordem sangrenta e as coações que intentam nos obrigar a ceder, seja por pragmatismo, seja por propagandas e relativismos. Mas, assim como é mais difícil correr de mãos dadas do que individualmente, também mais difícil é ser arrastado quando não estamos sozinhos. O estado de consciência seguinte ao do susto é um salto de responsabilidade. Parte-se do entender ao reagir e comunicar a todos que caminham cegos, automaticamente, que há alternativa a este medo e esmagamento constante. Mas não há como construir coragem no interior do medo: apenas podemos construir coragem de destruir o medo e, destruído esteja, construir outra ordem, libertária e socialista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se trata, apenas, de semear insubordinação, mas de entender a função e o limite da rebeldia. Quer-se uma ordem libertária contra esta ordem caótica, e não pequenos feudos belos, fechados a quatro paredes, contra a violência externa. Por isso, qualquer estrutura hierárquica deve ser questionada, mas é sem dúvida ingênuo e irresponsável o pensamento de que não devemos organizar nossas ações coletivamente para reagir à coletividade hegemônica posta. Daí decorre a necessidade de agrupamentos, coletivos e partidos políticos: das nossas barricadas serem maiores em conjunto; dos nossos cantos precisarem ser não apenas afinados, mas altos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse sentido é que devemos enfrentar os mitos desorganizativos contemporâneos, com audácia para reinventar nossa ação sem incidir em relativismos ocos e egocêntricos. Disso concluem-se uma série de desafios de nossa época: reencantar, reorganizar, comunicar verdadeiramente, lutar nas ideias e nas ruas, sensibilizar corações e mentes. Trata-se de conseguir retirar mais formigas da automática recompensa que nosso modelo de trabalho, ao destruir a natureza, gera como lucro em formigueiro: trata-se de mostrar os buracos, assassinatos e erros deste formigueiro e, irmanado em força coletiva, oportunizar coragem para que nossos/as camaradas não voltem, com medo, às filas individualistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coletivizar: um verbo não apenas urgente, mas indispensável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-5576898986241455264?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/5576898986241455264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2011/09/os-novos-reacionarios-e-o-medo-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/5576898986241455264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/5576898986241455264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2011/09/os-novos-reacionarios-e-o-medo-da.html' title='Os novos reacionários e o medo da organização (Ou por que ser diferente não basta para realmente confrontar a normalidade)'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-4971766470652658735</id><published>2011-05-02T13:26:00.001-07:00</published><updated>2011-05-02T13:27:08.367-07:00</updated><title type='text'>UMA RAZÃO A MAIS PARA SER ANTICAPITALISTA</title><content type='html'>Do livro "Meta Amor Fases" (Mauro Iasi).&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;&lt;b&gt;UMA RAZÃO A MAIS PARA SER ANTICAPITALISTA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Te amo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;e odeio tudo que te deixa triste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Se o mundo com seus horários e famílias&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;e fábricas e latifúndios e missas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;e classes sociais, dores e mais-valia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;e meninas com hematomas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;no lugar de sua alegria&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;insistir em te deixar triste,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;apertando tua alma&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;com suas garras geladas,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;teremos, então, que mudar o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nenhum sistema que não é capaz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;de abraçar com carinho a mulher que amo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;e acolher generosamente minha amada classe&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;é digno de existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Está, então, decidido:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vamos mudar o mundo,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;transformá-lo de pedra em espelho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;para que cada um, enfim, se reconheça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Para que o trabalho não seja um meio de vida&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;para que a morte não seja o que mais a vida abriga&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Para que o amor não seja uma exceção,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;façamos agora uma grande e apaixonada revolução.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-4971766470652658735?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/4971766470652658735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2011/05/uma-razao-mais-para-ser-anticapitalista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/4971766470652658735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/4971766470652658735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2011/05/uma-razao-mais-para-ser-anticapitalista.html' title='UMA RAZÃO A MAIS PARA SER ANTICAPITALISTA'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-8524766047196362853</id><published>2011-01-23T15:25:00.001-08:00</published><updated>2011-01-23T15:29:18.119-08:00</updated><title type='text'>Uma insubordinada humilde e solidária</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O medíocre não se importa em entender por que quer logo subir na vida, por que precisa de conforto rápido e qualquer dificuldade que se lhe atravesse é uma tragédia. É um ser mediano, de reflexos imediatos, sem senso crítico. Engole o que lhe for empurrado com maior persuasão: as felicidades instantâneas, o conforto cínico, os laços superficiais; não mastiga: engole: a mídia, a tradição, a riqueza, a beleza, o simplismo. Mas, quando se engasga, logo diz não ser culpa sua. O medíocre nunca tem culpa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um medíocre, ao ser descrito, pensa não haver nada mais interessante que não sua própria mediocridade. Sente-se incomodado, resmunga e dá pontapés. É arredio, convicto de sua própria mediocridade. Identifica-se com outros medíocres. E são medíocres pra sempre, vivendo do mundo como se o mundo não vivesse (ou deixasse de viver) de sua mediocridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos todos medíocres, salvo quando vivemos em autovigilância e possuímos quem sinceramente queira nosso bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, a importância da família, biológica ou escolhida. Mas não basta apenas ser família: é necessário ser uma família com autocritica, que constitua sua subjetividade para além do individualismo e da arrogância. Por isso, testemunho aqui a felicidade dos rastros de uma mestre. De sonhos, de tesão, de autocrítica; minha irmãzinha escolhida, tão genial quanto a biológica. Uma insubordinada humilde e solidária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falo de Iuscia. Ela, que conheci quase (e apenas quase) por acaso, mudou meu mundo. E como seriam nossos mundos, não fossem essas pessoas tão encorajadoras? Ela fez da Faculdade de Direito outro lugar. Transformou o que seria tédio em coragem: de esperança em outros mundos, outro tipo de relação entre as pessoas, mais solidária, mais compreensiva, mais gentil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela que me falou dos conceitos de culpa, confissão, punição. Lembro como se fosse ontem da forma como ela dizia ter se encantado com alguém entre vários alguéns: "Perguntei pras pessoas o que elas fariam se, ao chegar em casa, seu colega de quarto, num momento de raiva e desespero, quebrasse a TV; alguns disseram que xingariam; outros, que exigiriam uma TV nova; e uma pessoa disse que conversaria com o colega, tentando entender o que tinha feito ela quebrar a TV. A diferença de humanidade, de compreensão de relações, foi imediato".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me reconheci nessa história. E na Iuscia, todatoda carnavalizada, todatoda insurgente, todatoda desperta e ao mesmo tempo sonhadora. Sua autocrítica constante, e a forma de construir o caminho ao caminhar, com aquela rebeldia e insubordinação explosivas, foram das características que mais me encantaram na minha vida acadêmica, até hoje. Sem dúvida também na minha vida, como um todo, ocupam lugar protagonista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi com ela a contestar e a ser solidário; a gritar e a ser gentil; a não perder o caráter e a ser diplomático; a beber e a aproveitar a vida; a ser feliz com desconhecidos, a ser feliz com conhecidos, a ser feliz com a família que escolhi. Esta, hoje se reuniu pra agradecer à Iuscia por tudo que ela fez e faz por nós, tanto em fatos quanto de dentro da gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Choramos, rimos, dançamos a noite toda. A identificação mútua, o carinho, as construções e mudanças que já (des)construímos juntos, sem dúvida, nos encorajam a não ser medíocres nunca mais. "É preciso estar atento e forte/ &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;não temos tempo de temer a morte".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu te amo e te levo comigo, como mestre, como irmã, como minha eterna muchacha inquieta e magicamente maravilhosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-8524766047196362853?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/8524766047196362853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2011/01/uma-insubordinada-humilde-e-solidaria.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/8524766047196362853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/8524766047196362853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2011/01/uma-insubordinada-humilde-e-solidaria.html' title='Uma insubordinada humilde e solidária'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-9029822477699010039</id><published>2011-01-06T08:03:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T08:07:57.300-08:00</updated><title type='text'>Subjetividade e individualismo - avessos em um mundo de aparências*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo nos condiciona a estarmos parados. A informação é veloz, as crianças morrem na África e a África é logo ali na esquina. Vemos a exclusão e não sabemos como agir. Tentamos, falhamos, não notamos nada acontecer e, de repente, parece mais fácil ignorar, acomodar-se, desistir. Na velocidade com que tudo corre, a dita liquidez pós-moderna toma conta também da nossa identidade, que parece falha, comum, mais uma inutilidade em um mundo desigual e inatingível. Mas o mundo somos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo àqueles que já saíram às ruas. Esse pressuposto é indispensável para que saibamos que falamos de pessoas, com complexos olhares baixos, caídos, desencantados com a vida. A indignação e a rebeldia frente a esse panorama nos induzem a sair do eixo-comum que a mídia tenta nos fazer engolir, segundo o qual sonhar e acreditar basta para ascender na vida. Cientes da hipocrisia desse preceito, é necessário reagir, mesmo que não se saiba exatamente como, mesmo que sejamos incompletos, mesmo que nossos passos sejam falhos e pequenos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No começo do caminho, o primeiro questionamento, necessário, pergunta da nossa capacidade de reação. Se fazemos parte da sociedade, e fazemos, é certo afirmar que nossa identidade foi constituída por uma série de preconceitos, competitividades, materialismos, anestesias. Constituir identidade própria é pressuposto de ser autônomo, independente, capaz de enxergar mais do que sombras do mundo, para utilizar uma alegoria de Platão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, há uma confusão muito grande, e desastrosa, nesse caminho. Porque constituir subjetividade não pode, senão em contradição latente, transformar-se em constituição de individualismo. Quando isso ocorre, a necessidade de reagir ao mundo veloz torna-se mera adaptação à velocidade do mundo. O sujeito, ao invés de entender o mundo para superá-lo, entende o mundo para fazer parte do que está-aí. E se vangloria, feliz, dos momentos incomuns, inteligentes, belos e sensíveis que vivencia, ao correr e apreender mais rápido do que os demais. Exatamente: deixa que os demais não corram, pois isso não lhe diz respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crítica que se faz aos autores pós-modernos, acertada embora generalizante, é de que não buscam intervir na sociedade. Seus diagnósticos são exatos: eles entendem a pobreza de pensamento, a distorção da individualidade, a exclusão e a anestesia inerente à estrutura que se auto-reproduz, mas não combatem esses problemas. Ou seja: uma masturbação intelectual mesquinha, egocêntrica e arrogante, de quem observa os espaços apenas para diminuir sua inquietude para com o mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessário nunca perder a urgência de mundo. Avançar, sim, na subjetividade, na constituição de sujeitos autônomos, sem contudo deixar de lutar para oportunizar isso a ainda outras pessoas, dentre as quais devemos sempre nos incluir. Somos, nas precisas palavras de Lenine, precários, provisórios, perecíveis, falíveis, transitórios, transitivos, efêmeros, fugazes e passageiros; somos, enfim, vivos. E, com a consciência da nossa falibilidade, cabe somente a nós lutar para que mais pessoas possam sê-lo por suas próprias escolhas, ao invés de condicionamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;* texto inspirado em conversas com @helenamena&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-9029822477699010039?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/9029822477699010039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2011/01/subjetividade-e-individualismo-avessos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/9029822477699010039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/9029822477699010039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2011/01/subjetividade-e-individualismo-avessos.html' title='Subjetividade e individualismo - avessos em um mundo de aparências*'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-4075537009723193392</id><published>2010-12-31T11:51:00.000-08:00</published><updated>2010-12-31T12:37:06.057-08:00</updated><title type='text'>2010: um ano para guardar</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:70.8pt;text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la/ Em cofre perde-se a coisa à vista./ Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por/ admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado./ Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por/ ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,/ isto é, estar por ela ou ser por ela./ Por isso, melhor se guarda o vôo de um&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;pássaro/ Do que de um pássaro sem vôos./ Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,/ por isso se declara e declama um poema:/ Para guardá-lo:/ Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:/ Guarde o que quer que guarda um poema:/ Por isso o lance do poema:/ Por guardar-se o que se quer guardar. &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;(Antônio Cícero em "Guardar")&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:70.8pt;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;Sair voando pelo mundo exige uma série de construções que nos tornam quem somos, criam e transformam nossas asas,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;com seus limites e suas belezas. Este ano, voei ao lado de alguns dos mais belos e sonoros pássaros de toda uma vida. Por isso, registro que 2010 é um ano para guardar, no sentido de Antônio Cícero, por seus trajetos, nem sempre retos, mas que nos fazem ser mais felizes por conhecermos seus coloridos, suas profundidades, seus malabarismos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;Não quero repetir, aqui, um dos raciocínios mais relevantes deste ano, qual seja, o de que vivemos anestesiados. Fiz isso em texto recente (http://tudofastfood.blogspot.com/2010/11/depois-do-autoritarismo-anestesia.html) e consideraria redundância retomar o tema. Contra essa anestesia, contudo, vale dizer que convivi com vários contrapontos neste ano. Conheci os lençóis do Maranhão, os verdes quentes do Piauí, as tradições de Curitiba, as meninas-mulheres de Brasília, os lutadores de São Paulo, os anéis e feiras de Fortaleza, as profundas cachoeiras dos mais belos olhos. E também os desafios crescentes da dogmática jurídica, as sujeiras da política tradicional, as possibilidades e necessidades de reação, os projetos perdidos, os projetos em (re)construção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;De fato, os ventos estavam favoráveis a vôos. Pequeno pato perdido, estabanado e torto, dei meus pulos como pude, não raro tendo dos maiores tombos de uma vida. Mas também isso guardo: a noção de que a intensidade do tombo é proporcional à altura do vôo; a vontade de prosseguir nos vôos que mal começam; as memórias de quem me ajudou a lembrar a importância dos sorrisos e brincadeiras para que nosso espaço não se torne mero mecanismo seco e frio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;Dois mil e onze nasce com muitos desafios. O desafio de lutar pelos direitos humanos, de entender melhor esta sociedade excludente, de manter o tesão e a ludicidade, de arriscar novos tombos, de não me render ao individualismo, de compartilhar esperança e mãos a todos que queiram fazer novas cirandas. E dançar, sonhar, rir, transgredir, delirar na busca por mundos mais solidários, relações mais gentis e sinceras. Que sejamos patos. Que voemos. E que nossos planos sejam práticas, mais do que teorias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;A vida, definitivamente, é nossa obra a ser criada, com todas as suas responsabilidades, belezas, borrões. Quando finalmente entendemos que podemos nos comunicar mais do que para o banal, que podemos transfigurar em palavras e gestos sentimentos abstratos, necessidades para além do óbvio, o isolamento é apenas uma opção. Dois mil e dez, pra mim, confirmou a necessidade de renegar essa opção individualista; pelo contrário, quero buscar o inatingível, o olhar do outro, dar as mãos em busca de ninhos maiores. Aconchego-me em coletividades de amigos e companheiros e, de maneira concisa, registro que essa é a maior lição do ano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:70.8pt;text-align:justify"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;Há muito tempo que eu saí de casa/ Há muito tempo que eu caí na estrada/ Há muito tempo que eu estou na vida/ Foi assim que eu quis, e assim eu sou feliz/ Principalmente por poder voltar/ A todos os lugares onde já cheguei/ Pois lá deixei um prato de comida/ Um abraço amigo, um canto prá dormir e sonhar/ E aprendi que se depende sempre/ De tanta, muita, diferente gente/ Toda pessoa sempre é as marcas/ Das lições diárias de outras tantas pessoas/ E é tão bonito quando a gente entende/ Que a gente é tanta gente onde quer que a gente vá/ E é tão bonito quando a gente sente/ Que nunca está sozinho por mais que pense estar/ É tão bonito quando a gente pisa firme/ Nessas linhas que estão nas palmas de nossas mãos/ É tão bonito quando a gente vai à vida/ Nos caminhos onde bate, bem mais forte o coração &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Georgia"&gt;(Gonzaguinha - Caminhos do Coração)&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-4075537009723193392?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/4075537009723193392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/12/2010-um-ano-para-guardar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/4075537009723193392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/4075537009723193392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/12/2010-um-ano-para-guardar.html' title='2010: um ano para guardar'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-843274850101425950</id><published>2010-11-04T12:49:00.000-07:00</published><updated>2010-11-05T11:24:00.558-07:00</updated><title type='text'>Depois do autoritarismo, a anestesia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria engraçada, não fosse trágica, a posição de várias pessoas inteligentes e conscientes a respeito de seu método de ação na sociedade contemporânea. Parecem naturalizadas duas posturas lamentáveis: a primeira, radicalmente niilista, de que não há o que fazer para que se construa uma sociedade mais justa; a segunda, de um niilismo mais ameno, que só acredita em propostas individuais na construção de projetos coletivos, normalmente por "medo da política". Assim, rastejamos todos em uma democracia apenas daqueles que se envolvem nos espaços. Sendo estes, normalmente, tão niilistas quanto os que não se envolvem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a ditadura civil-militar não permitia o exercício da cidadania em diversas frentes, e se a história da América Latina sempre oportunizou poderes poucos e para poucos, nossas ditas conquistas democráticas ainda estão distantes do que verdadeiramente almeja o termo (que, aliás, seria a fonte de sua legitimidade). Diz Galeano, não com exagero, que votamos para escolher o molho com que seremos devorados. Seja na macropolítica, em termos de eleições estatais, seja na micropolítica, em eleições, por exemplo, para sindicatos de estudantes, nos acostumamos ao possível e ao pragmático. E achamos que o autoritarismo é de décadas passadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poucos são aqueles que tomam a democracia como um compromisso. Não intelectual, mas prático-reflexivo; de ação, de construção, de dia-a-dia nas ruas. É realmente muito fácil apontar o dedo e reclamar. De fato, é inclusive necessário. Contudo separar teoria e prática, em termos democráticos, é como escrever cartas ao rei, solicitando qualquer coisa que não ajudaremos a realizar. Ou, em outra frente, ajudar a realizar, sem saber o quê, exatamente. Como crianças chorando aos pais não poder comer a sobremesa e comendo o almoço, azedo, que lhes foi imposto. É preciso ressignificar as relações democráticas. Intervir nelas intelectual e empiricamente. É preciso tensionar por todos os lados possíveis e refletir sobre as tensões. É preciso construir alternativas, fazer parte do que esperamos do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja-se que as entidades representativas são construídas historicamente. Negam modelos anteriores; avançam rumo a novos modelos. Mas estão sempre no meio do caminho: entre um já-foi e um não-é. Elas possuem imperfeições, defeitos, qualidades. São feitas na marca de interesses obscuros e esperanças profundas depositadas em ações que as trouxeram ao que está-aí. São, essencialmente, contraditórias, disputadas e, ao mesmo tempo, espaços de possibilidade de organização, por pautas coletivas, na busca pelo que seja mais justo, mais adequado, mais correto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há perfeição em nenhuma entidade, partido ou grupo político. São eles, como somos todos, essencialmente incompletos, tal seja nossa natureza humana. Além de incompletos, são e somos perecíveis, falíveis, errantes, tendentes ao egoísmo, à acomodação, ao simplismo. E, também como nós, são e somos passíveis de encanto, de magia, de diálogo, de amor, de gentileza, de valorização do outro. Uma entidade, feita por pessoas, necessariamente precisa refletir o que de melhor possuem essas pessoas. O que não significa que conseguirá refletir completamente nem que só possuirá boas características. O mito da perfeição nos induz a ver os defeitos com maior grau do que as qualidades. Fazê-lo para criticar é importante. Apenas criticar é insuficiente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessário que se tenha noção de que não construir os espaços é tão conservador quanto construí-los mal. Permite, porque não intervém, que tudo permaneça como está. Aceita, porque não contesta, que tudo prossiga na mesma lógica, muitas vezes ilógica, de jogos mesquinhos de poder. Isola-se, como uma samambaia, em um cômodo e confortável sol de expectador daquilo que os protagonistas constroem. Como se não houvesse possibilidade de construir novos protagonismos. Confundindo, exatamente, a falta de possibilidade com a falta de vontade de buscar o que seja o ideal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Brecht critica, em texto forte e em certa medida excessivo em relação ao que aqui se comenta, que odeia os indiferentes. Aduz que são os indiferentes, e não os protagonistas ruins, quem são responsáveis pelos problemas que não são resolvidos. A grande massa de indiferentes produzidos pela mídia, pelo cômodo, pelo impossível, pelo individualismo, pela falta de coragem, é definitivamente uma massa anestesiada, por outros e por si própria, ao não se rebelar, reagir, resistir, deixando-se ser apenas mais um. Os indiferentes, ainda que não mereçam nosso ódio, merecem nosso lamento e nosso pedido de diferença. Sejamos a diferença, juntos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez não seja possível provocar, com um texto, o coração e a alma daqueles que deveriam estar conosco. Deveriam porque, neste mundo de informação desinformadora, têm consciência do que está errado; porque, na passividade geral, querem ser sujeitos de algo melhor; porque, dentre todos os defeitos que nos acomete, ainda assim queremos construir conjuntamente, com o melhor de cada um de nós, algo que transmita mudanças reais, a partir do que o humano melhor consegue coletivizar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo o convite é diário e a construção não termina em uma ou outra entidade, muito menos em eleições, instrumento tão falho de averiguação do que seja representativo e democrático. Sigamos desassossegados e inquietos. Mas, mais do que isso, multipliquemos e sejamos protagonistas dessa inquietude em todos os lugares onde possa estar a nossa voz, em todos os lugares onde transfiguram o que seja nosso por autoritarismos velados. O autoritarismo, muitas vezes, parte de nós mesmos. Resta reconhecer e reagir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-843274850101425950?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/843274850101425950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/11/depois-do-autoritarismo-anestesia.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/843274850101425950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/843274850101425950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/11/depois-do-autoritarismo-anestesia.html' title='Depois do autoritarismo, a anestesia'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-1158276605589334744</id><published>2010-11-04T12:45:00.000-07:00</published><updated>2010-11-04T12:47:17.220-07:00</updated><title type='text'>Cegueiras em tempo eleitoral – A conservadoríssima discussão sobre direitos individuais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Publicado originalmente em 13/10 no sítio Amigosdepelotas (&lt;a href="http://www.amigosdepelotas.com/2010/10/cegueiras-em-tempo-eleitoral.html"&gt;http://www.amigosdepelotas.com/2010/10/cegueiras-em-tempo-eleitoral.html&lt;/a&gt;)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;É inacreditável o debate suscitado entre os candidatos José Serra e Dilma Rousseff acerca do trato que eles darão aos direitos humanos. Revela, para além do baixíssimo nível do debate eleitoral brasileiro, o conservadorismo cultural e político em que vivemos. Um candidato que não respeita sequer direitos individuais, por motivos religiosos, como se disse por tweets e afins, deveria concorrer a Papa, e não a Presidente da República.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Temos visto, em todos os horários eleitorais, ambos os candidatos dizerem-se defensores da vida, “graças a Deus”, com “fé” no futuro. Interessados em votos cristãos de maneira geral, contrapõem-se à “assassina” prática abortiva ou ao pecado revelado pelo casamento gay, não-procriativo. Tenha-se claro: esse posicionamento é superficial e eleitoreiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;José Serra, especialmente, para o desgosto dos liberais com algum subsídio teórico que o apóiam, tem colocado o marketing à frente da ideologia, criticando uma posição não mais do que liberal de Dilma Rousseff, que visa a tratar a prática do aborto como problema de saúde pública, e não de conduta contra a qual deva ser imposta pena de prisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Diga-se que o aborto, mais do que qualquer outra coisa, é de fato um problema de saúde pública com corte de classe social; incontestáveis os dados, segundo os quais aborto autoprovocado, desassistido ou clandestino é a terceira maior causa de mortes entre mulheres pobres na faixa de 16 e 18 anos. Pobres, obviamente, porque as ricas podem ir a uma clínica particular e realizar, também com todos os traumas psicológicos, mas sem sanções penais ou riscos à sua saúde física, seu aborto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Outro inacreditável debate é o que chama casamento civil de sacramento religioso, portanto impossível a homoafetivos. O civil da expressão não está ali por acaso: ali está porque diz respeito à cidadania e ao Estado, e não à religiosidade ou à Igreja. No direito contemporâneo, a principal característica do casamento civil deixou de ser a procriação, do Estado cristão, passando a ser o afeto. Obviamente não há como impedir o casamento entre pares homoafetivos, que inegavelmente constituem vida juntos, com fins afetivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Reconhecê-lo oficialmente, entretanto, também pode significar perda de votos. Então José Serra parece sequer cogitar a ideia, enquanto Dilma Rousseff, também eleitoralmente, defende a união estável entre os casais, sem contudo defender o casamento, em uma espécie de meio-termo que, na verdade, nega direitos. Inúmeros os países que, tão-logo aprovaram o casamento civil gay, observaram vários casais de velhinhos e velhinhas, há décadas juntos, correndo para registrar publicamente seu afeto. Dilma e Serra, todavia, preferem manter velhinhos e velhinhas em casa, longe dos olhos dos “cidadãos de bem”, únicos que o Estado (deles) deve proteger.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Deve-se questionar as origens destes posicionamentos, alheias ao que materialmente lhes concerne. Que alguém tenha seus problemas morais privados para com aborto e relações homoafetivas é perfeitamente aceitável. A moral privada a cada um diz respeito. O Estado, contudo, é laico, sendo-lhe portanto vedado nortear ações públicas por critérios particulares, como o são os religiosos. O que assusta em todo esse debate, de fato, é ter noção de que a laicidade do Estado é uma reivindicação em nada revolucionária: é uma exigência da chamada primeira geração de direitos humanos, protetora dos direitos individuais, que de corrida também protege direitos como da propriedade, com as atuais ressalvas da função social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Ora, discordâncias para com direitos individuais estão intrinsecamente ligadas a fundamentalismo religioso e a autoritarismos sanguinários. Teóricos liberais sérios não concordam com esse tipo de postura. A pluralidade cultural e ideológica é o mínimo que se espera de uma sociedade que se diz democrática – cuja democracia, muitas vezes ilusória, debate temas mesquinhos, falando muito sobre nada e muito pouco sobre o que realmente importa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Sobre o que realmente importa, anote-se que há quem classifique a atual luta dos direitos humanos em duas frentes: os de proteção de minorias discriminadas frente a desmandos intolerantes e preconceituosos da maioria, trabalhados ao longo do texto, e os de proteção de maiorias marginalizadas pela pobreza e desigualdade social. Se, quanto aos primeiros, com um tom mais ou menos progressista, o discurso dos candidatos é por votos, o que dizer do populismo adotado em relação à segunda frente?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;Aos que se propõem verdadeiramente a buscar soluções para as demandas da sociedade, ficam duas sugestões: primeiro, de observância do que os candidatos não dizem: seus financiadores de campanha, suas alianças políticas, suas prioridades orçamentárias; após, de escolha do menos pior, sem desatentar para o fato de que urge se avançar muito mais do que sugerem nossas atuais opções.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-1158276605589334744?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/1158276605589334744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/11/cegueiras-em-tempo-eleitoral.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/1158276605589334744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/1158276605589334744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/11/cegueiras-em-tempo-eleitoral.html' title='Cegueiras em tempo eleitoral – A conservadoríssima discussão sobre direitos individuais'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-2275584952031994798</id><published>2010-09-15T11:09:00.001-07:00</published><updated>2010-09-15T12:17:28.891-07:00</updated><title type='text'>Eleições e a diferença entre casamento civil e religioso</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TJEMF62MWFI/AAAAAAAAANo/0Up3TAFqaKw/s1600/Jornal+da+V%C3%A1rzea+-+Law.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 146px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TJEMF62MWFI/AAAAAAAAANo/0Up3TAFqaKw/s320/Jornal+da+V%C3%A1rzea+-+Law.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517204314341005394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saiu mais uma edição do "Jornal da Várzea", jornal comunitário, popular e de distribuição gratuita da Região da Várzea, localizada nas margens do município de Pelotas/RS. Como de costume, escrevi texto para minha coluna, intitulada "Dois é Par", dessa vez referente aos compromissos que os candidatos assumem para com a população, notadamente uma breve análise, em abstrato, do que sejam suas promessas e seus discursos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O único problema no texto acima é que o publicado não é a versão final. Cheguei a enviar versão corrigida, contudo deve ter havido alguma confusão e foi publicada a da figura acima. Ainda que as diferenças não sejam grandes, colo abaixo o que seria a versão corrigida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;As eleições e a diferença entre casamento civil e religioso&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Coluna Dois é Par - Por Lawrence Estivalet&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Estudante de Direito e de Filosofia na UFPEL&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ano de eleição tem sua principal importância nos compromissos que os candidatos tomam com a população. Nesse sentido, a maioria deles dá exemplos econômicos e administrativos de suas propostas. Mas precisamos de mais do que isso: precisamos que falem sobre a saúde, a educação, respeito e proteção dos direitos humanos, desigualdade social, etc. Ou seja, propostas de verdade, que possam trazer mudanças reais na vida das pessoas. E um desses pontos que podem trazer mudanças reais, e que quero abordar aqui é o casamento civil gay, que passa pela questão do respeito e proteção aos direitos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase todos os candidatos disseram que "casamento gay é problema de Igreja", que "não vão se meter nisso". Agora imaginem os mesmos candidatos na época da escravidão, quando a igreja dizia que negros eram inferiores: diriam eles que o problema da escravidão era problema da igreja, que eles não se meteriam nisso? É triste, mas provavelmente sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso porque a maioria dos candidatos (não todos) se importa apenas com votos. Eram os votos dos donos de escravos lá; são os votos dos preconceituosos aqui. Porque nenhum gay pede para se casar na igreja: casados eles já são, pois constituem vida e afeto juntos. Querem apenas o reconhecimento jurídico desse casamento, para ganharem direito à pensão, à herança, à partilha de bens, entre tantos outros direitos civis negados àqueles que compartilham suas vidas. O que a igreja tem a ver com isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais do que tudo, vemos nessa eleição a palavra ideologia apagada, substituída pela propaganda, pelas plásticas, pelo dinheiro, pelo medo do diferente, do que proponha algo fora da normalidade. Precisamos pressionar os candidatos a serem mais do que isso. A dizerem como farão para diminuir a repressão e a morte da pobreza, dos gays, das travestis; para melhorar a saúde e a educação das crianças e jovens. A vida de muita gente depende disso; e cabe somente a nós exigir um Brasil melhor.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-2275584952031994798?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/2275584952031994798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/09/eleicoes-e-diferenca-entre-casamento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/2275584952031994798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/2275584952031994798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/09/eleicoes-e-diferenca-entre-casamento.html' title='Eleições e a diferença entre casamento civil e religioso'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TJEMF62MWFI/AAAAAAAAANo/0Up3TAFqaKw/s72-c/Jornal+da+V%C3%A1rzea+-+Law.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-835569424747937219</id><published>2010-08-27T13:23:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T13:48:48.338-07:00</updated><title type='text'>O PT morreu? Reflexões a partir do processo eleitoral de 2010</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;viver é melhor que sonhar / eu sei que o amor é uma coisa boa / mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa / por isso, cuidado meu bem: há perigo na esquina / eles venceram / e o sinal está fechado pra nós, que somos jovens / para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua / é que se fez o seu braço, o seu lábio e a sua voz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;por &lt;i&gt;Lawrence Estivalet&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Partido dos Trabalhadores representou o sonho, o braço, o lábio e a voz de gerações que acreditavam em uma sociedade mais justa. Mais do que isso, era uma das principais expressões dos movimentos sociais e populares desde a década de 80, como seu instrumento político frente à direita tradicional. Sua história, de fazer inveja a qualquer outro partido político, ainda hoje arranca suspiros de uma grande parte daqueles que buscam uma sociedade mais justa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há algum tempo, contudo, as decepções com o PT transparecem a toda a sociedade, principalmente àqueles que viam ou veem nele um instrumento político de transformação social. Prometendo muito e cumprindo pouco, não é segredo para ninguém que o Gov. Lula deixou de lado a pauta histórica do partido em troca de pragmatismo ou realismo político puro (nesse sentido, ver José Arbex Jr.,  na última edição da Caros Amigos, com o excelente texto "Lula e o cordial 'fascismo à brasileira'" - &lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/"&gt;http://carosamigos.terra.com.br/&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fenômeno do lulismo, ora simbolizado pela popularidade transferida a Dilma Roussef – que nada mais faz do que se dizer continuadora do que fez o grande nome petista, para ser “a mãe do Brasil” –, demonstra claramente um esvaziamento ideológico do partido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao menos logicamente, é de se aceitar que o PT não cumpra seu programa, enquanto governo, em razão da dita governamentalidade, isto é, da necessidade de alianças com partidos conservadores para aprovar as pautas frente à oposição. A “Carta aos Brasileiros”, de 2002, demonstrava esse compromisso do partido. José Alencar, vice de Lula na ocasião, também era um evidente sinal desse posicionamento, pró-empresariado, do outrora candidato do povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas ressalvas à parte, o fato é que as alianças permitiram que o PT, enquanto governo, impedisse o avanço da cultura privatista dos governos do PSDB. Além disso, houve progresso na política externa, ora protagonista, e, em alguma medida, da aprovação popular de um governo “ao povo” – como se vê, por exemplo, no recuo da atual campanha do PSDB em relação à defesa do setor privado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, os avanços escondem uma série de omissões dadas pela governamentalidade. Essencialmente, é lamentável observar o quanto o PT se apropriou da cultura antidemocrática das negociações em gabinete e da anestesia ao povo e aos movimentos sociais. De um lado, o governo de fato foi impedido de avançar pelos partidos conservadores que o compunham. De outro, grande parte do PT não parece mais se esforçar para ressignificar alianças, avançar o governo à esquerda e, enfim, levar autonomia ao povo, por meio de justiça social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O PT inchou, essa é a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pragmatismo geral da política petista fez que adentrassem no partido uma série de pessoas despreocupadas com seu estatuto e sua história, que buscam antes, e apenas, sua manutenção no poder. Observa-se, nesse sentido, aplausos quase unânimes dos militantes do partido a esse governo na sua totalidade, defendendo, ao invés de avanços sociais, o “continuísmo da maravilhosa política de Lula”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, a política de Lula, que teve suas qualidades já ressaltadas neste texto, não avançou em uma série de aspectos. A educação ainda recebe menos de 5% do orçamento da União, a saúde igualmente, a reforma agrária obteve índices menores do que os do Gov. FHC, nossa história para com a ditadura segue arquivada e escondida, da mesma forma nossa história para com a dívida pública, exorbitante e sanguinária. Em outra frente, nossos direitos humanos seguem válidos apenas para “humanos direitos”, nossos gays não casam, nossas mulheres pobres ou negras ainda morrem em números inaceitáveis. O avanço da criminalidade, estimulado pela desigualdade social brutal deste país, é a maior prova do quanto ignoramos as questões reais do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É inadmissível que os verdadeiros petistas defendam a continuidade deste projeto de Brasil. A popularidade do Gov. Lula apontava na direção oposta, em vã ilusão. Sem dúvida, esperava-se (muito) mais de Dilma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A (falsa) democracia em que vivemos, muito bem denunciada por Comparato (ver &lt;a href="http://tinyurl.com/36cafo4"&gt;http://tinyurl.com/36cafo4&lt;/a&gt;), trabalha em uma espécie de retroalimentação: quem está no poder é mantido no poder para manter o poder exatamente como está. A extrema maioria dos petistas não apenas têm consciência dessa falsa democracia, como, de posse dela, tem-na perpetuado, em discursos governistas, pragmáticos, de acordos de gabinetes em detrimento de conscientização e lutas populares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história do PT tem vergonha de seus atuais militantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Raros são os que, como Frei Betto e Olívio Dutra, fizeram declarações no sentido de que “tudo está errado, mas devemos reconquistar o partido”. Aos honestos e sinceros petistas, não resta outro tipo de declaração em um panorama como esse. Essa reconquista, todavia, fica mais distante a cada eleição, com o distanciamento cada vez maior das propostas petistas em relação às suas origens históricas. Isso não é dito; é apenas sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há como se imaginar que esse panorama não doa nos militantes que ainda acreditam no PT. Não é diferente com uma série de pessoas que, atualmente, se mantêm sem partido, no aguardo de uma reviravolta no partido de Lula. E aí reside o principal problema: o partido de Lula possui um dono simbólico, tal qual Brizola. Tem-se afastado cada vez mais das bases, da história, da ideologia que outrora teve, acumulando muitos cargos e pouco debate democrático. Se não há democracia dentro do partido, como se esperar que haja fora dele?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O panorama é seco e reto: O PT cresce em popularidade e se distancia de transformações sociais: o financiamento da campanha de Dilma Roussef, que de janeiro a julho de 2010 recebeu quase R$ 50 milhões de empresas privadas, obviamente demonstra o compromisso que o partido assume como plataforma. Um compromisso seguramente sentido por muitos petistas, que nada ou muito pouco denunciam à mídia e ao povo, para não desmoralizar seu governo, “popular e democrático”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, sua propaganda é colada à impossibilidade de mudanças reais, à necessidade de acordões de gabinete e pragmatismo na política e, de maneira disfarçada, à desistência de pautas que historicamente construiu, como a reforma agrária e a auditoria da dívida pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com tudo isso em vista, todavia, ainda se deve ter claro que o PT é muito diferente do PSDB: de uns tempos pra cá, as grandes massas de militantes dos dois partidos são muito parecidas, pragmáticas, como também seus governos o foram, mas a construção dos partidos (não dos governos) faz com que o PSDB seja puxado a feroz conservadorismo, enquanto no PT ainda residem ótimos quadros, que silenciosamente tentam puxá-lo de volta às origens, infelizmente sem sucesso – e cada vez com menor sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há, nesse sentido, como saber se o PT morreu. O que se tem certeza, contudo, é que publicamente ele em muito pouco se apresenta como alternativa real de transformação social. E de gabinetes, infelizmente, este país está cheio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Você me pergunta pela minha paixão / Digo que estou encantada com uma nova invenção / Eu vou ficar nesta cidade / Não vou voltar pro sertão / Pois vejo vir vindo no vento / Cheiro de nova estação / Eu sei de tudo na ferida viva / Do meu coração&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Já faz tempo, eu vi você na rua / Cabelo ao vento. gente jovem reunida / Na parede da memória, essa lembrança é o quadro que dói mais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Hoje eu sei que quem me deu a idéia / De uma nova consciência e juventude / Tá em casa, guardado por Deus, contando vil metal...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-835569424747937219?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/835569424747937219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/08/o-pt-morreu-reflexoes-partir-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/835569424747937219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/835569424747937219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/08/o-pt-morreu-reflexoes-partir-do.html' title='O PT morreu? Reflexões a partir do processo eleitoral de 2010'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-5953977240496051079</id><published>2010-08-22T16:48:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T13:46:44.691-07:00</updated><title type='text'>O limite e a função da subjetividade nas transformações sociais (ou Socialismo e Liberdade)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Por&lt;i&gt; Lawrence Estivalet&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muita gente detesta esse papo de coletividade. Mas não porque não considere importante todos terem direitos: antes, sentem-se esmagados por uma sociedade de consumo e de informação cada vez mais repressora e mecanicista. Assim, é muito difícil para alguém que não gosta dessa sociedade gostar de uma palavra como socialismo, ainda mais tendo em vista nossas não muito felizes experiências históricas. E a recíproca, por parte dos ditos socialistas, é muitas vezes verdadeira. Pergunto: Será esse problema insanável?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho-me convencido, cada vez mais, que não: o ou os socialismos não trazem em si todas as consequências que se lhe atribuem. Pelo contrário: os socialismos podem ser pensados no plural porque buscam diversas outras formas de organização societária: não como uma receita de bolo, mas como uma diferente gama de prioridades. Nessa esteira, incabível que se pense que priorizar o social, ao invés de priorizar o capital(ismo), seja enfraquecer o subjetivo, isto é, o individual, no que se refere a liberdades de expressão, criação, etc. Tanto o capital quanto o social podem denegrir o subjetivo. Nesse sentido, não fazer essa separação é infantil e superficial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A necessidade de liberdade de expressão, de democracia, de criação e apreciação cultural, artística, existencial, pode ser prejudicada tanto priorizando-se o dinheiro, no capitalismo, quanto priorizando-se o social, no socialismo. Veja-se que, se de um lado a experiência histórica socialista foi infeliz, de outro lado ainda hoje, na nossa "avançada, verdadeira e completa sociedade capitalista', milhões de pessoas pobres deixam de ter direito não apenas a expor suas ideias em um blog, como também a expressar-se mediante fotografias, filmes, livros ou, em casos mais críticos e não raros, escrevendo uma simples carta. É o que tanto Foucault quanto Paulo Freire chamam, com suas especificidades, de "morte em vida".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não menos óbvio é que, se um indivíduo precisa trabalhar exageradamente, com poucas horas livres, a ele restarão pouca existência, vida e subjetividade. Menos ainda se essas horas não forem acompanhadas de um mínimo de lazer, cultura, arte e, no mais, política. A existência não precede a sociedade: a existência existe na sociedade, depende dela; se a sociedade depender de capital(ismo), haverá, então, um duplo afastamento da existência em relação à sociedade: primeiro será essencial ter-se dinheiro, para depois, e apenas depois, ser possível usufruir de "toda a verdade e gozo" que a sociedade oferece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As duas lutas, nesse sentido, são estritamente conexas. Há que se lutar pela possibilidade de expressão e criação de subjetividades. E há que se lutar por uma sociedade que permita essa expressão e criação, para todos, e não apenas para aqueles que obtiverem os "requisitos de vivência" ou "de objetivo" da sociedade em questão - que, desde "O Fim da História", cada vez mais aparecem como uníssono, sendo de certa forma vergonhoso, e noutra medida autoritário, defender algo diferente, como socialismo, para grande medida do público midiatizado ou niilista passivo (que acredita, sem reflexão, que capitalismo é o mesmo que liberdade).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De outro lado, também os socialistas veem com certo receio esse "avanço subjetivista". Em certa medida, corretamente, mas também em grande parte sem observar que o problema não é simples. ora, (os barões d)a mídia jogam pra cima de todos ser impossível pensar coletivamente; que o socialismo falhou; que chegamos à resposta final para o mundo; que só resta experimentar uma melhor administração, mais séria e mais competente - como se o problema fosse matemática e todos fôssemos operadores de uma máquina chamada sociedade. Esse tipo de pessoa, descrente em alternativas, tende, quando pensa em agir, a lutas individualistas, o que incomoda grande parte dos atores socialistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sociedade, no entanto, não é uma máquina, e devemos lutar contra essa ilusão de neutralidade-administrativa-meritocrática. Todos que temos consciência de que não somos máquinas somos importantes para que outros não o sejam. Escreve Clarice Lispector, com precisão que não ouso parafrasear: "Quiseram que eu fosse um objeto. Sou um objeto. Objeto sujo de sangue. Sou um objeto que cria outros objetos e a máquina cria a nós todos. Ela exige. O mecanicismo exige e exige a minha vida. Mas eu não obedeço totalmente: se tenho que ser um objeto, que seja um objeto que grita".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns socialistas não veem por que somar seu grito àqueles que, não-máquinas, não lutam contra essa máquina que lhes criou a revolta. Entendem inclusive que, se a revolta é apenas deles, não é uma revolta válida ou suficiente. Parece-me claro, entretanto, que não basta que lutemos contra a máquina, mas também contra as opressões e a falta de liberdade ocasionadas por qualquer outra máquina, priorize ela o que priorizar. Quiçá, no fundo, lutemos contra a existência de máquinas, como também lutamos contra a priorização de dinheiros e individualismos. Assim que é importante que os objetos gritem, como diz Clarice Lispector. Mas, aqui como querem os atores socialistas, que gritem juntos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse gritar em conjunto é essencial se notamos que, enquanto houver desigualdade social nos níveis que há na América Latina, não haverá como algumas pessoas possam lutar contra máquinas. O capital(ismo) lhes dá o direito de viver, mas um viver absolutamente cerceado, limitado, em muitas vezes quase indiferente ao que se entende por morrer. Ressalte-se, todavia, que esse gritar em conjunto não se dá da noite pro dia. E que muitos gritos sequer pensaram sobre o que gritam, ou sobre as outras pessoas que precisam de forças para gritar ou, ainda mais, precisam da nossa força para gritar. Aquele que grita individualmente, apenas pela sua subjetividade, não é exatamente um individualista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim como a sociedade da informação infla as pessoas de notícias que não lhes dizem respeito, iludindo estar informando de tudo, quando na verdade essa neutralidade é falsa, também essa mesma sociedade entope de descrença coletiva aquele que, oprimido, sequer tem sua individualidade satisfeita. Assim é com gays, que sofrem de intolerância. Assim é com pobres, que sofrem de falta de oportunidades. Há o gay e há o pobre: as lutas são diferentes, entrecruzam-se em muitos momentos, e uma consciência coletiva traria à tona a consciência desses entrecruzamentos. Mas não há como se exigir isso a priori. A consciência de si já é esmagada pela sociedade atual. A consciência coletiva é um segundo passo, não excludente do primeiro, mas antes esperançoso e solidário, na busca que outras pessoas possam chegar a essa subjetividade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Permito-me, então, pensar que a sociedade deve ser uma festa. Porque somente se os gritos forem entonados como melodias há a possibilidade de, juntos, fugir-se dessa esteira séria, mecânica e fordista. Nem todos vão às mesmas festas. Nem todos cantam as mesmas músicas. E, ainda assim, todos possuímos a capacidade de cantarmos em conjunto, talvez mais de uma vez, talvez contra mais de uma coisa, seguramente contra quem não nos quer deixar cantar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não posso gritar, devo buscar essa faculdade não só pra mim, mas pra todos que não a tem.  Aqui o limite da luta subjetivista: a sociedade desigual perpetua essa máquina administrativa, como também perpetua mecanicismos e opressões a outras pessoas. Também aqui, a função da luta subjetivista: a consciência dos problemas é empírica, parte do próprio lutador social, que, ao sentir-se oprimido, sabe como poucos que tipo de sociedade e de socialismo poderá ser adotado com o que lhe faltou noutras ocasiões: liberdade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja-se que os socialismos são diferentes em cada teórico, em cada subjetividade, em cada sonho que se lhe apresenta. Isso não retira da palavra sua objetividade: quer-se ver nela uma priorização do social, do coletivo, e não do capital(ismo), do individual(ista). Quer-se, pois, a palavra para ser dita e transmitida, e não apenas para ser pensada e vendida. Quer-se arte para ser comunicada, e não para ser guardada em casas de poucos. Quer-se políticas sociais porque coletivas; quer-se subjetividades sociais porque comunicantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Subjetividades, portanto, não estão na contramão de coletividades. Antes pelo contrário. Subjetividades encontram seu ápice em coletividades: e coletivizar não significa sobrepor o coletivo ao individual: se sobrepusermos o coletivo ao individual, esse coletivo será apenas um coletivo, individual e, portanto, autoritariamente não-coletivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos todos juntos. O afastamento que nos é imposto por lógicas não-escolhidas por nós esconde interesses e perpetua desigualdades. Precisamos, de uma vez por todas, adotar como postura o semear-utopias, fazendo delas cantos para novas sociedades possíveis. Sociedades socialistas, visando ao fim das brutais desigualdades econômicas; socialismo com liberdade, porque somente diminuir a desigualdade não findará as opressões com as quais convivemos diariamente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-5953977240496051079?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/5953977240496051079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/08/o-limite-e-funcao-da-subjetividade-nas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/5953977240496051079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/5953977240496051079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/08/o-limite-e-funcao-da-subjetividade-nas.html' title='O limite e a função da subjetividade nas transformações sociais (ou Socialismo e Liberdade)'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-898315738311047093</id><published>2010-08-19T14:53:00.000-07:00</published><updated>2010-08-23T06:41:16.134-07:00</updated><title type='text'>Sol com chuva em arco-íris</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:arial;font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: right; "&gt;&lt;i&gt;Preta: Leva teu xale azul/ De seda branca e azul/ Que vai chover/&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; "&gt;&lt;i&gt;A chuva nunca para de cantar/ A chuva nunca para de descer/ E a chuva vem pequena e grandiosa/ Acalenta ou revira o nosso lar/&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right; "&gt;&lt;i&gt;A chuva nunca para de cantar/ A chuva nunca para de descer/ E a chuva (chuva)/ Com o seu sonho de água vem acesa/ Pra lavar o que passou&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me deem dois minutos em silêncio. Ou melhor: deem-me boa música.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me afastarei de tudo que vocês dizem. De todos esses sonhos inacabados, essas críticas incompletas, esses berros sem sentido. Fugirei. Eu prometo que serão apenas dois minutos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;II&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixo-me: Retiro-me desta cidade, deste país, deste mundo. Estou logo ali, onde vocês podem me ver, a precisos dois milímetros da Terra. Voando. Então não digam que meus versos flutuam, que não os tenho no chão, que assim eles logo morrerão. Deixem-me morrer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;III&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As rosas tristes sinalizam quão esvaziados estamos. Há água, mas não há quem a carregue: Estamos todos ocupados demais com nossa própria morte. Já não há flores nesse caminho silencioso; já não há ninguém a gritar. As vozes abafaram-se por medo do caos. O fim começou por dentro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;IV&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As movimentações nesta seca são esperançosas. Têm cor, contraste, sol com chuva em arco-íris. Há algum tempo passaram-se os dois minutos; já não é preciso manter-se em silêncio. As críticas ainda incompletas somam gritos com sentido. De baixo, os versos no chão fazem a Terra flutuar. O mundo pode cantar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(ver &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IxY2nvAvEYQ"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=IxY2nvAvEYQ&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-898315738311047093?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/898315738311047093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/08/sol-com-chuva-em-arco-iris.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/898315738311047093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/898315738311047093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/08/sol-com-chuva-em-arco-iris.html' title='Sol com chuva em arco-íris'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-5537461950154624313</id><published>2010-08-07T16:56:00.000-07:00</published><updated>2010-08-07T17:39:28.965-07:00</updated><title type='text'>Uma carta à Política</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;color:#C0C0C0;"&gt;Em Pelotas, 07 de agosto de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;color:#C0C0C0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Prezada e desacreditada Política:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;    Escrevo-te estas letras para escrevê-las a mim mesmo, receoso de alguns pensamentos que me têm afastado de Ti ou de algumas de Tuas formas. Veja bem, minha amiga, sou desconfiado de nascença: desconfiava dos meus pais, dos meus amigos e da minha professora de ciências. À parte disso, tal qual Fernando Pessoa, mantinha e mantenho em mim todos os sonhos do mundo.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Outrora lembrava o tempo em que não detinha problemas contigo. Desde criança, eu saía às ruas, cantava, pintava o rosto, conversava com as pessoas, tentando contá-los do meu encanto por uma certa bandeira vermelha. Fazia isso por desconfiar do que via pelas calçadas, com tantos espinhos em tão poucas flores. Desse modo via em Ti, ainda nascente, o caminho pelo qual aquela bandeira, com aquela Estrela, plantariam novas sementes neste país tão marcado por injustiças sociais, como relatava minha (desconfiada) professora de história.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Com nosso canto e nosso grito, então, finalmente levamos nossa bandeira até Teu centro, em 2002. Contudo, apesar de a termos levado até lá, tivemos de trazê-la de volta, muitos de nós, porque disseste que não poderíamos ir tão depressa; porque Tua grama, mui verde e bem cuidada, não poderia ser cravada por panos tão sujos de gente.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Se não disseste isso, peço antecipadamente que me desculpes: assim foi que me chegou o recado: &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Companheiros, demorou, mas chegamos ao topo do País; contudo tivemos de fazer concessões e acordos com líderes que não aceitam inteiramente nossas bandeiras; assim devemos esperar para erguê-las novamente&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;. Bastaria, disseram-me, ter paciência.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Esperamos, então, eu e nossa gente. E essa espera doeu cada vez que repetiam que nossas bandeiras não deveriam ser erguidas. Doeu talvez mais do que quando as mesmas coisas eram ditas por outros, porque a dor agora vinha de dentro, como em uma automutilação. E os que antes nos encorajavam a desconfiança, a crítica, a esperança na mudança, ora mantinham os espinhos pelas ruas. Pediam-nos nosso sangue, deixando morrerem as flores de que, cuidadosos, havíamos retirado as afiadas saliências. Elas morriam à nossa frente – e nós apenas lamentávamos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Assim foi que, já há algum tempo, tenho-Te sondado pelas esquinas, pelas beiras e margens das sementes que guardei comigo. Tenho conhecido outras de Ti e fugido do Teu grande centro, estatal. Pois desacreditado, juntos a tantos outros, das bandeiras e comícios, tenho feito apenas minha parte, descrente das alternativas que a Ti chegam com maior incidência e poderio, por meio do Estado e dos partidos políticos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Tolo que fui, noto contudo ser impossível apenas pôr-Te, com Tua parte mais evidente, de lado. Intervéns e interrompes projetos, amigos e inimigos. Conduzes mais pessoas a largarem suas bandeiras, suas plantações, seus sonhos; e digo conduzes com a precisão de quem sabe que não pedes: ensinas. Pois como é difícil contrariar-Te, a Ti que possuis o dinheiro e a estrutura para, distraidamente, levar, em segundos, sementes que plantamos há anos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Isso porque mostras, com a força da experiência de séculos de sangue, que Teu poder mantém poder. Este último, não-Teu, a Ti financia e assim Te manda presentes em fim de ano, grato pelos Teus feitos. Enquanto nós, e nossas sementes, assistimos impotentes à nossa própria derrota, jogando-Te culpas e caindo-nos ao niilismo ativo. Esse niilismo que é uma crítica extrema tão contagiante, reconfortante e, ao fim, conservadora; porque deixa a Ti, sem querer, o poder de tudo fazer enquanto não Te (re)tomamos à crítica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Ainda assim, já consciente de que apenas agir sozinho não poderá reverter caminhos, tenho observado que um pedaço Teu não recebe presentes. E Te critica por todos os lados, com tanta força que, de certa forma, engrandece-Te ao não desistir de Ti.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Nos últimos tempos, atento, observei esse Teu pedaço, em um misto de esperança e desconfiança. De um lado, escutei gritos e messianismos que demonstravam que mesmo na Tua parte mais rebelde ainda residiam teus piores vícios. De outro lado, mantinham-se ali uma rebeldia concreta, uma revolta consciente e ainda bandeiras ao ar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-indent:35.4pt;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Faltavam a ela, é bem verdade, uma dose de propostas concretas, o que, de fato, deixava minhas esperanças guardadas, à espera&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;de que houvesse algo de propositivo naquele pequeno pedaço Teu, que tanto se importava com inversão de poder sem, no entanto, demarcar propostas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Essa espera, todavia, foi diferente da anterior. Já desacreditados, nós, aqueles cujas bandeiras não foram perdidas, mas impedidas de se levantarem, aguardávamos com esperança. A todo tempo, a consciência e os espinhos incitavam-nos da necessidade de intervirmos nessa Tua parte, melhorá-la, ajudá-la a levantar-se. A maioria de nós, ainda assim, preferia continuar parada.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;E Tu, quiçá por mera conveniência, deixavas à Tua maior parte dominar-Te sem escrúpulos: em cargos, em continuísmos, em roupas que escondiam Teu verdadeiro corpo, tão machucado, lá prosseguiam as mesmas posturas econômicas, orçamentárias e morais, à exceção das vestimentas, que, ora ou outra, deixavam-Te à vista.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Estares à vista, contudo, era tão raro, que poucas vezes voltamos a ver Teus machucados com a freqüência com que antes víamos. As roupas estrategicamente escondiam Tuas dores, sem contudo levá-las às pessoas que a Ti tentavam chegar. Sabes, assim agiam: deixavam-Te machucada mesmo nas Tuas maiores partes; vestiam-Te; calavam-Te; embelezavam-Te como que afastando-Te de nós, aqueles que não podiam levantar – ou sequer tiveram um dia – bandeiras.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Paradas, também elas, nossas bandeiras, aguardavam com expectativa, uma expectativa profunda, sonhadora, ainda vermelha, mas já sem a Estrela, outrora tão brilhante, em seu centro. A expectativa das bandeiras era a dos panos sujos de sangue – cuja gente, da mais honesta possível, fora posta de lado.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;E o tempo, que leva consigo mais e mais flores, faz a atenção redobrar, neste mês de setembro. Portanto imagino que notes, minha amiga, que Tua parte mais rebelde, nos últimos tempos, tem assumido uma postura diferente.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Já não é com surpresa que escuto discursos conseqüentes e distintamente propositivos serem proferidos pela Tua tal-menor-parte. Ensolarada, ela já não se preocupa, tão-somente, em combater o que de mais velho há em Ti, antes pelo contrário esforçando-se a rasgar Tuas ilusórias roupas, explicitando a todos Teus mais fantasiados tombos.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Imagino que também Tu precises recordar Teus tombos, minha amiga. Eles causaram não só arranhões, como deslocamentos e cortes profundos, motivo pelo qual alguns zombam de Ti, ao Te ver, tão grande e imponente, caminhando manca e remendada. Já não é sem hora de abrires Teus olhos, retirares essa tanta roupa e, recomendo, reabrir-Se às Tuas partes mais indefesas, históricas, ambientais, sociais e, sobretudo, marginalizadas.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;Encerro esta humilde carta, então, somando meus pedidos às Três Flores da Esperança, evocadas pelos amigos zapatistas, para, ao semeá-las em Ti, talvez fortalecer Tua rebelde parte. Fortalecida, talvez ela possa conquistar ainda outros que, como eu, haviam-Te abandonado como um corpo, deixando-Te, disfarçada, disfarçar-nos todos. Das flores:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:93.55pt;margin-bottom: 10.0pt;margin-left:93.55pt;text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Liberdade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Diz Durito que a liberdade é como o amanhecer. Alguns o esperam dormindo, mas outros acordam e caminham durante a noite para alcançá-lo. Eu digo que nós zapatistas somos viciados em insônia e deixamos a história desesperada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:93.55pt;margin-bottom: 10.0pt;margin-left:93.55pt;text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Luta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O Velho Antônio dizia que a luta é como um círculo. Pode começar em qualquer ponto, mas nunca termina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:93.55pt;margin-bottom: 10.0pt;margin-left:93.55pt;text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;História.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; A história não passa de rabiscos escritos por homens e mulheres no solo do tempo. O poder traça o seu rabisco, o elogia como escrita sublime e o adora como se fosse a única verdade. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O medíocre limita-se a ler os rabiscos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. O lutador passa o tempo todo preenchendo páginas. Os excluídos não sabem escrever... ainda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:93.55pt;margin-bottom: 10.0pt;margin-left:93.55pt;text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;color:#C0C0C0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Há-braços, com carinho,&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Lawrence Estivalet.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#C0C0C0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-5537461950154624313?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/5537461950154624313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/08/uma-carta-politica.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/5537461950154624313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/5537461950154624313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/08/uma-carta-politica.html' title='Uma carta à Política'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-6816906129672697930</id><published>2010-07-30T13:30:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T01:11:35.158-07:00</updated><title type='text'>O PAPEL DO ESTADO E O FOCO RASO E TORTO DAS ELEIÇÕES BRASILEIRAS</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Por&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; Lawrence Estivalet&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;É ano de eleições, o que nos leva a refletir sobre o Estado. Em sentido amplo, o Estado é responsável pela economia, pela educação, pela saúde, pelo meio-ambiente e pelo trabalho, entre (muitos) outros. Mas, mais do que isso, o Estado funciona como diretriz moral, ao editar leis e "verdades institucionais" sobre negros, mulheres, animais, agricultores, índios, homossexuais e outros. O Estado, portanto, tem uma série de responsabilidades.&lt;br /&gt;Mas as responsabilidades do Estado não dizem respeito somente a ele. Há um sem número de variáveis, desde a sociedade civil até a ciência, ambas influenciadas pela grande mídia, que conduzem a "verdades" muitas vezes irrefletidas ou controversas. E o Estado, nos últimos anos, têm cumprido o papel de repetir essas crenças, com uma ou outra rara exceção, em respeito ao senso comum.&lt;br /&gt;O senso comum, contudo, não é o senso popular, nem muito menos o senso público. Uma questão preliminar, então, é o esclarecimento do papel do Estado. Desde a teoria clássica, de liberais a socialistas, defende-se o Estado visando ao bem comum. O que seja esse bem comum, sem dúvida, não é consensual, variando, em extensão, de garantia de liberdades individuais até promoção de direitos sociais.&lt;br /&gt;Contudo, ignorando qualquer teoria séria, a prática estatal tem-se resumido ao realismo político, aos acordos e ao possível, devendo (bem) mais do que deveria a financiamentos de campanhas (por multinacionais) e à opinião (em muito pouco desinteressada) dos grandes detentores de alguns dos mais fortes produtores de verdades da sociedade, a saber, os barões da mídia.&lt;br /&gt;Temos, assim, observado a bizarra difusão de que o papel do Estado seria a promoção de uma economia eficiente. Isso não é verdade. Quando muito, esse é &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;um dos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; papéis de Estado, mas simplesmente a menção à noção de "economia eficiente" como papel do Estado é superficial e enganadora.&lt;br /&gt;Sabe-se, desde séculos, que a economia mais eficiente é aquela que não possui regulação nenhuma. Se, por exemplo, não regulamentarmos o tempo máximo de trabalho, o empregado pode trabalhar 20h por dia, sem intervalos ou alimentação, produzindo muito mais do que produziria em 8h, por cálculo simples. Uma sociedade robótica, nesse sentido, seria a sociedade mais eficiente: onde todos fariam o mecânico na maior velocidade possível.&lt;br /&gt;É evidente, todavia, que esse tipo de jornada de trabalho não seria aceitável nem pelo pior dentre os conservadores, o que nos leva imediatamente a sair do terreno da economia técnica, superficial, do eficientismo, e entender o que seja a moralidade econômica, que é dividida, por autores como Van Parijs, em quatro grandes correntes: o liberalismo, o neoliberalismo, o socialismo e o utilitarismo.&lt;br /&gt;Todos os quatro, diferentemente da economia técnica, defendem uma espécie de política econômica moral: seja contrabalançando igualdade e liberdade, com ênfase na segunda, como faz o liberalismo clássico; seja garantindo apenas a liberdade individual, da propriedade principalmente, como faz o neoliberalismo; seja contrabalançando igualdade e liberdade, com ênfase à primeira, como faz o socialismo contemporâneo; ou seja ainda pensando em termos de maximização de garantia de interesses, como no caso do utilitarismo.&lt;br /&gt;Ora, das quatro correntes assinaladas, a prática e o discurso hegemônicos, isto é, que vemos serem reproduzidos tanto por Dilma quanto por Serra e Marina, dizem respeito à menor garantia moral, qual seja, a do neoliberalismo, ainda que minimizado, desenganado, maquiado. Explique-se.&lt;br /&gt;O neoliberalismo, ao defender apenas os direitos individuais (ou quando, ao não agir, simplesmente omite-se quanto ao meio-ambiente, à saúde e à educação públicas), permite que sejam aumentadas as discrepâncias sociais. Com isso, aumentam também a violência e a insegurança, aumentando-se a necessidade de polícias nas ruas. Ou seja: passa-se do Estado Mínimo (eficiente na esteira da economia técnica), que visa somente a garantias individuais, a um Estado Máximo, que garante direitos individuais de poucos, cada vez necessitando de maior aparato repressor.&lt;br /&gt;Assustador, nessa esteira, é o discurso da grande mídia, da necessária maior criminalização de condutas, assim redundando em raciocínios policialescos neoliberais circulares e, por conseguinte, ilógicos, inclusive do ponto de vista estritamente econômico. Esse raciocínio redutor, repressor, ignora que a raiz do problema está no modelo de sociedade, neoliberal, que não dá ênfase às condutas positivas do Estado nas áreas públicas, como a saúde e a educação.&lt;br /&gt;Atualmente, o aumento do orçamento brasileiro faz com que mais dinheiro seja investido tanto na educação quanto no pagamento da dívida pública. Há a ilusão de que se podem coordenar as duas ações, escondendo-se que não foram modificadas as prioridades. E a escolha das prioridades, justamente, é o que define um Estado quanto à moralidade econômica.&lt;br /&gt;Esclarecedor, nessa esteira, é o trecho de Najla Passos, integrante do ANDES (Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior):&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cerca de 30% do orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para 2010 será investido no pagamento da dívida externa do país, enquanto apenas 2% será direcionado à Educação. Isso quer dizer que o montante destinado ao pagamento da Dívida será pelo menos 113 vezes maior do que o direcionado à Educação. "Que país nós estamos construindo para daqui a 30, 50 anos?", questiona a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fatorelli.&lt;br /&gt;Se for considerado ainda o montante direcionado para a rolagem da dívida, o valor chega a 50% do orçamento do país. De acordo com Fatorelli, é esse quadro que justifica a luta pela auditoria da dívida brasileira, que o movimento vem pleiteando há anos, com o apoio de várias outras entidades da sociedade organizada, como é o caso do ANDES-SN. (Disponível em&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.andes.org.br/imprensa/ultimas/contatoview.asp?key=6325"&gt;http://www.andes.org.br/imprensa/ultimas/contatoview.asp?key=6325&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Não realizar a auditoria da dívida pública, como fizeram outros países da América Latina, para verificar qual parte da dívida é justa e qual parte dela é resultante de manifestações de vontade unilaterais e juros inaceitáveis impostos por credores internacionais, é simplesmente baixar a cabeça a esses credores.&lt;br /&gt;E, se esse "baixar a cabeça" representa 50% do orçamento da União, estamos diante de um dos maiores desvios de dinheiro dos cofres públicos que este país já viu (e que a história haverá de condenar). Como estratégia do modelo moral-econômico neoliberal, o governo brasileiro não deve interferir no campo econômico, apenas garantindo, por exemplo, a segurança (e na grande mídia, não por acaso, vemos sangue e pedido de polícia todos os dias, com o "insuspeito" esquecimento da história de sangue brasileira, que ainda é muito viva).&lt;br /&gt;Ora, esse panorama deixa mais do que claro quem é o grande credor brasileiro: são as áreas públicas sucateadas, como a educação, a saúde, o meio-ambiente, entre outros. O pagamento da dívida permite que se deem esmolas ao povo – desde que este mesmo povo aceite esperar meses por um atendimento no SUS ou, ainda mais silenciosamente, permita que seus filhos não aprendam nada nos colégios públicos onde estudarem (cujos professores receberão salários irrisórios, com estruturas vergonhosas, como se viu no RS recentemente).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Com isso em vista, é importante reiterar que o Estado, predominantemente, tem-se resumido ao senso comum, manipulado pela grande mídia, em razão de excessivo realismo político. Fica-se com o menos pior, acordado, de uma pobreza menos gritante, aceitando-se a absurda falta de mudança de prioridades.&lt;br /&gt;Isso gera, de um lado, sensação de descrença na política, a qual, afinal, "é só um jogo de interesses", e de outro lado a manutenção da atual ordem – neoliberal, conforme esclarecido.&lt;br /&gt;Essa manutenção é dada tanto (i) por aqueles que fazem parte da política e se adaptam aos acordos não-programáticos, reivindicando suas pautas em torno do que seja "melhor para a governamentalidade" ou "permitido pela base aliada", quanto (ii) pelos não poucos que entendem a política como um campo de jogo de interesses, externo, falido e sem possibilidade de intervenção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;Destaco alguns grandes problemas que depreendo destes raciocínios.&lt;br /&gt;No primeiro, os agentes simplesmente aceitam a política como o possível, ou seja, como o necessário, sem nunca buscar o suficiente. Em outras palavras, é razoável que, de fato, sejam necessários acordos para a governamentalidade. Todavia, jamais haverá governamentalidade &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;suficiente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; sem que esses acordos sejam dados com respeito às diferenças, às pautas específicas, ao programa de cada ideologia.&lt;br /&gt;Sem esse respeito e essa proclamação pública de diferenças (que, no mais das vezes, parecem não existir), os acordos redundam em carguismo, em inumeráveis sanguessugas do Estado que existe para seguir o mesmo, "com maior ou menor eficiência", ao invés de haver acordos programáticos, isto é, que visam a ideias, projetos e prioridades do que seja melhor para o bem comum, ou seja, de alianças suficientes.&lt;br /&gt;Já no segundo raciocínio, o problema é ainda mais gritante, porque os agentes atuam(?) no sentido não-intervencionista-amoral, isto é, não agem, apenas conservando o que está-aí. Não raro, não propõem nenhuma alternativa, seja de pressão social, cultural ou artística, mas, pelo contrário, simplesmente desistem, meramente exercitando seu dever de votar no menos pior, sem construir alternativas e legitimando, sem notar, o atual panorama estatal.&lt;br /&gt;Por tudo isso aceitam, sem perspectiva, que a educação e a saúde públicas estejam falidas. Observam as eleições com apreensão e conformismo, no máximo xingando-as, mas nada fazendo para modificar o que está-aí. Ou seja: deixam acontecer, já sem surpresa nem irresignação com corrupção, desvio de finalidade do Estado ou quaisquer desses "desastres comuns" pelos quais passa o Brasil. Afinal, "assim é que é".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;E lá nós devemos nos acomodar com isso?&lt;br /&gt;Passamos todos os dias por poetas, pinturas, películas, músicas e teorias que levantaram corações em busca de um futuro melhor. Mesmo nessa sociedade globalizada-líquida-robotizada-individualista, ainda suspiramos profundamente com algumas letras e imagens, da realidade triste à utopia possível, nas quais paramos os olhos.&lt;br /&gt;Querem nos fazer acreditar que isso já não existe.&lt;br /&gt;O nível exponencial por meio do qual se têm efetivado opressões, destruições, sangues, ditaduras, lulismos e mortes em vida não pode se tornar normal. &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;É chegada a hora do contracanto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;Nossa melodia pode ser menor e inofensiva, mas não é solitária. A hora de reconstruir consensos de avanço perpassa pelo diálogo com o diferente, com o discordante, com o defensor da ordem e, como que suave, faz as mãos se darem sem por isso se anularem nessa construção diária.&lt;br /&gt;É preciso sair do lugar.&lt;br /&gt;E esse sair do lugar pode necessitar de bases aliadas, mas não de acordismo; pode precisar de radicalidade, que jamais será autoritarismo; pode precisar de eleições, mas nunca de eleitorismo.&lt;br /&gt;Esse levantar do lugar precisa de projeto, mas também de ação; precisa de seriedade, mas sempre de ludicidade; precisa partir da juventude, mas com a consciência dos erros históricos e agregando aqueles que construíram muito e hoje estão perdidos; precisa, acima de tudo, de rebeldia: rebeldia de ser, de desconfiar, de construir, de coletivizar.&lt;br /&gt;O foco raso e torto das eleições brasileiras não levanta nenhuma dessas questões. Discutem-se números e ações, ignorando-se um sem número de omissões estatais. As omissões quanto ao casamento gay, quanto à reforma agrária, quanto à educação e à saúde públicas, quanto à redistribuição de riquezas e quanto ao respeito ao meio-ambiente são fatores muito mais importantes do que comparativos numéricos entre um e outro governo.&lt;br /&gt;A discussão política está viva, embora lesionada. A construção de alternativas depende muito de quem não se deixa levar pelo que está-aí.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;É chegada a hora do contracanto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;O Estado brasileiro necessita, urgentemente, da volta das pressões sociais por mudanças. Pressões sociais não se exercitam apenas em voto. Votar não é ser cidadão. Ser cidadão é votar, fiscalizar, desconstruir o comum, o consenso burro, o ético acomodado.&lt;br /&gt;Pressões sociais devem partir de discussões e diálogos libertários, na luta por novas possibilidades éticas, cidadãs, sociais. Não há um, mas vários outros mundos possíveis. É necessário que saiamos às ruas por esses mundos possíveis, a serem construídos coletivamos, por todos que acreditamos neles.&lt;br /&gt;Nós, que não nos acomodamos com a imagem de mendigos nas ruas; nós que não concordamos com as opressões a gays pelos guetos; nós que não concordamos com a violência doméstica, com a concentração fundiária, com a falta de arte e lazer na vida de milhões, semi-escravizados em trabalhos formais e informais, já não podemos nos acomodar com quem não possui um sentimento de urgência em relação a essas mudanças.&lt;br /&gt;O contracanto, evocado por Enrique Dussel no final de uma de suas obras, citando poeta caribenho, exige que lutemos pela pauta da reforma política, pelo reconhecimento das minorias, pela redistribuição de riquezas, pela democratização da mídia, pela popularização da arte e da cultura, pela priorização do investimento em saúde, educação e meio-ambiente, pela auditoria da dívida pública e pela massificação de debates coletivos.&lt;br /&gt;A individualização de campanhas e bandeiras não é mais sustentável.&lt;br /&gt;Essa campanha eleitoral, que fala de tudo menos do que deveria falar, chama à nossa atenção a necessidade de construir novas coletividades, que saiam da lógica midiática e adentrem o caminho – mais difícil, é verdade – do diálogo construtivo e da lúdica pressão social.&lt;br /&gt;Já é mais do que hora de acreditarmos no mundo e naqueles que acreditam nele. Do contrário, também o resto do mundo desacreditará, de vez, de nós – e então restaremos perdidos entre nossa desconfiança egocêntrica e o individualismo eterno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Por esse post, um agradecimento especial a @pliniodearruda, que inspira a esperança, a confiança e o tesão necessários ao caminho que se faz caminhando. Se ele, do alto de suas decepções políticas empíricas (com a ditadura, com o PT e com tantos outros), é capaz de, com 80 anos de vida, abraçar e dar brilho aos olhos de tod@s, caminhando por este enorme país plantando sementes, quem somos nós para desistir de irrigá-las?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;"E agora / agora é chegada a hora do contracanto. / Nós, os ferroviários, / nós, os estudantes, / nós, os mineiros,/ nós, os camponeses,/ nós, os pobres da terra, / os povoadores do mundo, / os heróis do trabalho cotidiano, / com nosso amor e com nosso punho, / enamorados da esperança" &lt;/span&gt;(Pedro Mir) &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-6816906129672697930?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/6816906129672697930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/07/o-papel-do-estado-e-o-foco-raso-e-torto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/6816906129672697930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/6816906129672697930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/07/o-papel-do-estado-e-o-foco-raso-e-torto.html' title='O PAPEL DO ESTADO E O FOCO RASO E TORTO DAS ELEIÇÕES BRASILEIRAS'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-3726909549272805623</id><published>2010-05-25T08:50:00.001-07:00</published><updated>2010-05-25T08:53:33.973-07:00</updated><title type='text'>Organizar-se para que(m)?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;É um bom princípio “ser a mudança que queremos ver no mundo”. Desde quotidianamente buscar ao máximo realizar a autocrítica, assim não praticando atos que oprimam mulheres, gays, mendigos, negros etc., até mudanças de hábitos que parecem ser mais “privadas”, mas também causam conseqüências éticas e sociais, como não patrocinar a tortura de animais em circos, rodeios ou no defunto-vosso-de-cada-dia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;O princípio de Mahatma Gandhi, pois, é um importante primeiro passo, de olhar-se no espelho, de repensar as próprias práticas. E por conseguinte de não engolir os próprios atos sem mastigar, tendo-os como bons porque nossos, porque habituais, porque comuns. O normal não é o melhor. O normal é somente o que está-aí, que foi construído ao longo do tempo, com muitos interesses pessoais e mecanismos de poder em jogo. Devemos observar seus limites e seus motivos. Questioná-lo. E agir contra ele, se necessário.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Tenho me perguntado, todavia, da validade de parar no princípio proposto por Gandhi, que, se tão-somente aplicado, ao invés de difundido, acaba por se tornar individualista. E em uma sociedade globalizada, de consumo, de informação, onde nada é isolado, inclusive porque está “em ordem”, “sob leis”, referendadas “coletivamente”, parece irracional ser individualista, não se prestando a um movimento feito em conjunto. Assim é que caminhar é necessário, mas insuficiente para a busca de verdadeira justiça social. É preciso caminhar de mãos dadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:0cm"&gt;Nesse sentido, algumas alternativas me ocorrem. Penso que, mesmo havendo preferência pessoal por alguma delas, deve-se buscar “dar as mãos” ao maior número possível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Mão A)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Parece relevante organizar-se em um movimento social contra-hegemônico. &lt;/i&gt;Há que se defender o movimento LGBT, que, embora a Revista Veja diga “estar ultrapassado, fora de moda e desnecessário”, mostra o quanto a homofobia assola este país, onde mais se matam gays no mundo, segundo recente pesquisa. Há que se defender o Movimento dos Sem-Terra, contra o qual se diz que “invade e degrada”, sem levar-se em consideração a concentração fundiária e o congelamento da reforma agrária, que custam vida a milhões de brasileiros, há décadas. Há que se defender o Movimento de Direito dos Animais, cuja defesa da igualdade, da não-tortura, da não-opressão, remonta a mudanças de paradigmas como poucos outros movimentos sociais. Devemos defender ainda outros movimentos. Devemos movimentar-nos, sem maniqueísmo, por mudanças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Mão B)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Parece relevante organizar-se em um movimento acadêmico crítico.&lt;/i&gt; Precisamos agir, mas também precisamos pensar. É necessário inserir-se no debate intelectual. Combater dogmas e cânones do verdadeiro,&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;criar novos caminhos, extrair das experiências suas razões e seus mecanismos, disso concluindo acertos e erros. É importante entender o passado, o político, o científico, construindo bases para a mudança que se quer ver no mundo. E tornar respeitável, também academicamente, esse sentimento de urgência, de solidariedade, de mudança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent:0cm"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;Mão C)&lt;/b&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Parece relevante organizar-se em um partido político crítico&lt;/i&gt;. Sempre tive receios com partidos políticos, devo dizer de antemão; pela corrupção, pelo eleitoreirismo, pela falta de democracia interna, pela hierarquia, pela falta de autocrítica e de projeto, pelo debate vazio e ilusório do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;marketing&lt;/i&gt;. Mas exceções existem e não surgem do nada. É necessário pensar o Estado, que afinal deve ser democrático. Os partidos políticos, atualmente, são a única via de acesso ao Estado. Isso não é pouco. É importante, nesse sentido, entender nossa frágil e incipiente democracia, participar dela, construí-la, não deixar que a alternativa que queremos ver no mundo não seja feita por nós. É necessário tomar partido. É necessário construir os partidos para que eles possam construir o Estado. Não basta escolher, é necessário agir coletivamente, com conteúdo, com projeto, com autocrítica, com diálogo interno e externo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Mão D) &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Parece relevante organizar-se de maneira autônoma e democrática.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt; Não consigo conceber que qualquer projeto ignore democracia interna. Isso me parece um legado das experiências autoritárias que não podemos ignorar. É essencial aceitar críticas, complexidades, variáveis externas à organização que são importantes. Não se pode mais adotar uma postura maniqueísta. Não temos um certo e um errado, um verdadeiro e um falso. Nem sempre o que é crítico é unânime. Nem sempre discordância é um problema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right;text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Quantas mãos teremos de ter, para que possamos andar juntos?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Quantos sonhos incompletos, nessa virada crítica do séc. XXI?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Quantas mãos tivemos em outros tempos? Quantas largaram-se ao sofá?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Quanto tempo demoraremos, esperando que a salvação venha?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent:0cm"&gt;Cada vez mais, tem-se autodifundido um movimento apolítico, niilista, de acomodação pelo que está-aí. Um movimento erigido da nossa própria falta de esperança, nós que muito lamentamos e pouco fazemos. Precisamos romper com esse panorama, revigorar forças, radicalizar atitudes. Não deixar a onda passar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent:0cm"&gt;Concordo: não é fácil nem simples organizar-se coletivamente. Pessoas são diferentes, opiniões são diferentes, o próprio nome que se dá a um coletivo carrega um grande peso, que pode virar negativo. Contudo, se queremos respeito, solidariedade, tolerância, o mínimo que precisamos fazer é começar a criar espaços onde essas sementes sejam plantadas, com o cuidado com que plantamos nossa vida, com a compreensão que temos com nossos próprios erros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Por isso precisamos dar as mãos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;as calejadas e as bem-cuidadas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;as novas e as antigas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;as elétricas e as cansadas:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Por estarmos distantes, por sentirmos essa distância:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Precisamos chamar e correr em direção às mãos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;pegá-las, apertá-las, cruzá-las às nossas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;trocar calor, suor, machucados e suavidades:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Para um dia, quem sabe, juntarmos todas as mãos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" align="right" style="text-align:right"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;E fecharmo-nos em um grande abraço de mundo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-3726909549272805623?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/3726909549272805623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/05/organizar-se-para-quem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/3726909549272805623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/3726909549272805623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/05/organizar-se-para-quem.html' title='Organizar-se para que(m)?'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-7382980097753918601</id><published>2010-05-06T07:28:00.001-07:00</published><updated>2010-05-06T07:33:31.458-07:00</updated><title type='text'>O STJ e a adoção por casal homoafetivo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;* Texto originalmente publicado no Diário da Manhã de 04/05 e no Diário Popular de 05/05.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://www.diariopopular.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?id=8&amp;amp;noticia=17948"&gt;http://www.diariopopular.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?id=8&amp;amp;noticia=17948&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu um chega pra lá no conservadorismo e, por unanimidade, julgou improcedente recurso do MP-RS (Ministério Público do RS), que buscava revogar decisão do Tribunal de Justiça do RS (TJRS), na qual fora dada a adoção de criança a casal de lésbicas de Bagé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em primeira instância, em Bagé, o casal homossexual ganhou a ação. O MP-RS recorreu, mas no TJRS também venceu o casal. Insatisfeito, o MP-RS novamente recorreu, mas o STJ, que é hierarquicamente a segunda corte nacional, deu ao casal de Bagé sua terceira vitória.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A decisão do STJ foi, sem dúvida, histórica. Ela engrandece não apenas nosso Tribunal de Justiça, vanguardista neste tema no país, como também a vida de inúmeras pessoas, que passam a ter esperança de serem reconhecidas como normais e legítimas perante o Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim é que há duas coisas sobre as quais pretendo falar neste breve espaço. A primeira, de que parece ter sido coroado um trabalho de muitos anos, durante os quais os juízes gaúchos vêm reiterando votos de dignidade contra um conservadorismo religioso, disfarçado de legalismo, que ainda reina em grande parte do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É importante dizer, no mesmo sentido dos votos do STJ e do TJRS, que não há nada no nosso ordenamento jurídico que proíba nem que permita a adoção por casais do mesmo sexo. É proibido ao juiz, por outro lado, que deixe de decidir por falta de norma reguladora. Assim é que se deve pensar a melhor solução para a criança, caso a caso, para decidir - e permanecer em uma instituição para menores não soa melhor do que ter pais, com o carinho, o afeto, os direitos e o conforto de uma família e uma casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo importante apontamento é o reconhecimento da sociedade, oficial, de que esses casais podem adotar. Lê-se em diversos locais que é a primeira vez que um casal gay adota no Brasil. Isso não é verdade. Inúmeros casais homossexuais já criam crianças juntos, sejam as crianças filhas naturais de um dos dois ou sejam elas adotadas apenas por uma das pessoas do casal (o que é permitido na nossa legislação).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que muda, para as crianças que têm reconhecido apenas um dos pais, é que, com dois, elas passarão a ter direitos de pensão, herança, entre outros, dobrados. Aumentam, pois, as garantias da criança. E, consequentemente, aumentam sua autoestima e sua segurança para uma vida melhor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, quebram-se tabus há muito ventilados, cujas premissas, inconsistentes, diziam que essas crianças sofreriam preconceito. Esse mesmo discurso, aliás, defendia também que negros não poderiam adentrar alguns espaços tidos como "para brancos", onde sofreriam, também eles, vexames inenarráveis. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, não podemos proibir pessoas de terem acesso a uma vida digna por mero medo de que outras pessoas discriminem-nas. Precisamos, antes, reafirmar a dignidade dessas pessoas e defendê-la, contra o rio de conservadorismo que dogmas religiosos, há décadas ultrapassados pela ciência, pela ética e pela antropologia contemporâneas, insistem em fixar como natural e aceitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O STJ proferiu uma decisão unânime, enfim, pelo avanço democrático, pela dignidade de crianças e casais, por um Direito sem vendas, não dogmático, atento às opressões e às exclusões que, por vezes, o próprio Direito cria.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-7382980097753918601?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/7382980097753918601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/05/o-stj-e-adocao-por-casal-homoafetivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/7382980097753918601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/7382980097753918601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/05/o-stj-e-adocao-por-casal-homoafetivo.html' title='O STJ e a adoção por casal homoafetivo'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-1310523974478922812</id><published>2010-03-10T07:31:00.001-08:00</published><updated>2010-03-10T07:31:28.780-08:00</updated><title type='text'>da desumanidade em papel</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; "&gt;&lt;div style="border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; padding-top: 3px; padding-right: 3px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; width: auto; font: normal normal normal 100%/normal Georgia, serif; text-align: left; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; "&gt;&lt;div style="margin-top: 8px; margin-right: 8px; margin-bottom: 8px; margin-left: 8px; font: normal normal normal small/normal arial; "&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;as histórias não passam de versões de verdade, desgarradas, desalucinadas, sangrentas, sérias; e enquanto alguém as escrevia, outros cantavam, bebiam, caíam, todos juntos, uns por cima dos outros, olhando pro céu e pro chão, ora pros dois simultaneamente, em giros embriagados de falta de senso de verdade, até que se chegavam novamente as verdades - e o sangue e a guerra e o fim. deste fim, nada nos contaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;então nem alegria nem tesão nem esperança foram registrados: nada do que se pode querer pro mundo o foi. temos uma série de fracassos em papel, das verdades críticas e duras, retas, científicas e puras; pouco da terra e do mar, do detalhe e do humano; ficamos pelas mãos dos historiadores e dos jornalistas, cada qual com seus espectadores, à mercê de revoluções de seriedade e compromisso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;que haja sim um compromisso pelo mundo, mas que cantemos; que haja consciência dos fracassos, mas com conquistas; e que essas vitórias sejam dadas no olho a olho, nos toques sinceros de quem não tem medo do outro, tão receoso quanto talvez estaríamos, mas que pode receber-nos, levantar pra cairmos juntos, quando vamos assim andando, documentadamente vãos frente à miséria da verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;que o cansar da seriedade aproprie-se dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;e que nosso sorriso a invada, a enlouqueça&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; "&gt;e a leve conosco, torta como tortos avançamos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-1310523974478922812?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/1310523974478922812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/03/da-desumanidade-em-papel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/1310523974478922812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/1310523974478922812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/03/da-desumanidade-em-papel.html' title='da desumanidade em papel'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-8004917770860460911</id><published>2010-03-02T18:05:00.001-08:00</published><updated>2010-03-02T18:18:00.601-08:00</updated><title type='text'>NuS!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/S43EAEPJEbI/AAAAAAAAALQ/JOdvb4mkqNc/s1600-h/cartaz+virtual+CORRIGIDO.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 129px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/S43EAEPJEbI/AAAAAAAAALQ/JOdvb4mkqNc/s320/cartaz+virtual+CORRIGIDO.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444223029977092530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será realizada neste domingo, dia 07/3, às 17h, a primeira atividade do NuS (Núcleo de Sexualidades), projeto idealizado por estudantes da UFPEL e da UCPEL. O encontro ocorrerá no espaço do CAFV, localizado no porão da Faculdade de Direito da UFPel. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O NuS se pretende enquanto núcleo de discussão-ação sobre políticas sexuais de maneira geral, focando sobretudo pautas de gênero, como feminismo e LGBT. Surge, portanto, da necessidade de maior movimentação política que vise à igualdade, à pluralidade, à tolerância e à diversidade sexual em Pelotas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No domingo, será exibido o filme Milk, do aclamado diretor Gus Van Sant, para a seguir serem discutidas as ações do Núcleo para o ano de 2010. As possibilidades giram em torno de atuação em educação popular em escolas e criação de um grupo de estudos em sexualidade, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Movimente-se! Participe! Construa o NuS.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-8004917770860460911?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/8004917770860460911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/03/nus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/8004917770860460911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/8004917770860460911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2010/03/nus.html' title='NuS!'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/S43EAEPJEbI/AAAAAAAAALQ/JOdvb4mkqNc/s72-c/cartaz+virtual+CORRIGIDO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-5330260170590342338</id><published>2009-12-31T15:57:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T15:58:39.934-08:00</updated><title type='text'>Que venha 2010!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman'; "&gt;&lt;div style="margin-top: 8px; margin-right: 8px; margin-bottom: 8px; margin-left: 8px; font: normal normal normal small/normal arial; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre difícil prever ano vindouro, fazer desejos e afins. Pensar em como gostaríamos que fosse uma virada de calendário ou do que quer que seja. Sempre divertido, também. Parece-me que, por mais que se possam fazer todas as críticas necessárias sobre algumas hipocrisias de final de ano, não resta dúvida de que é uma data bem-vinda. Porque felicidade, compartilhamento, sorrisos, esperança, abraços. Muda um calendário; dão-se novas chances. Nunca é demais darem-se novas chances.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero que o ano comece com o máximo de possibilidades possíveis. De mudanças, de permanências, de mudanças nas permanências, de permanências nas mudanças. De tudo o que faz os olhos brilharem, que faz as asas abrirem, que faz o inesperado existir. Que estejamos recheados daquilo que nos faz persistir na nossa caminhada humana. No sentido racional, sentimental, torto, libertário, sonhador. Humana no que nos preenche e nos limita. Que observemos esses limites. Que ultrapassemo-los sem pensá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desejo de toda humanidade que se quebrem as barreiras do certo, do errado, da verdade e da mentira. Que os próximos e os distantes sejam felizes, sorriam mais, abracem mais, beijem mais, façam mais sexo. Que todos e todas vislumbrem mundos melhores e persigam-nos; que percebam as pequenas e grandes torteiras políticas e morais e resistam. Que haja mais carnaval. Que haja mais poesia. Que haja mais amizade. Que haja mais luta. Que haja mais vitórias e derrotas. Que haja mais sentido nessa existência que tantas vezes tenta enganar estar vazia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me permito prever tudo que gostaria de um ano vindouro. Principalmente porque espero que o desconhecido apareça. Aquele desconhecido cujo contraste encanta, cujo sonho embriaga, cuja imensidão faz voar. Confundamo-nos com o mundo, com o calendário, com os relógios, com as famílias, com os sistemas, com a política. Transbordemo-los com nossa ousadia. Todos juntos. E que 2010 aproxime este mundo-salada de desconhecidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Tudo novo de novo,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;vamos nos jogar onde já caímos.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;É tudo novo de novo,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;vamos mergulhar do alto onde subimos&lt;/i&gt; (P. Moska)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-5330260170590342338?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/5330260170590342338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/12/que-venha-2010.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/5330260170590342338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/5330260170590342338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/12/que-venha-2010.html' title='Que venha 2010!'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-7301305124819985110</id><published>2009-10-27T18:29:00.000-07:00</published><updated>2009-10-28T08:36:24.159-07:00</updated><title type='text'>Do Racionalismo Cego</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas coisas me incomodam muito. Tanto incomodam que talvez eu nem seja capaz de descrevê-las sem ser levado por um sentimento que as atravessa e muda o que eu pensaria livremente. Aqui reside o problema: desconfio muito desse livremente, desse menos interferido com que se intentam alguns raciocínios, mais puros, menos metafísicos, mais racionais, justificados e valorosos. Por que acreditamos nisso? Às vezes nem mil raciocínios válidos conseguem retirar o peso de se ter, como base, um raciocínio infeliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começo esse texto assim pra dizer que estou cheio de conceitos fora da realidade. Acho eles importantes para analisarmos a história do pensamento, pretendo, admito, seguir estudando-os, mas de certa forma essa mania de delimitar o plano das ideias sobre o plano das ideias para a pureza das ideias é masturbação demais pra mim. Mastigar é bom, vá lá, mas mastigar vento é um pouco demais, sobretudo quando há muita pedra dura esperando para ser digerida. Que engolimos assim, entre um carbono e um oxigênio. Pois que uma base voadora, me parece, é demasiado frágil para ser sustentada, inclusive do ponto de vista racional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, e lamentavelmente, quando temos uma experiência para aplicar os tais conceitos, aplicamos a experiência no conceito, e não o conceito na experiência. Utilizamos raciocínios limitados e, não bastasse julgarmos estar fazendo o certo, o melhor, o ideal, ignoramos por completo que o que estamos aplicando, a definir o certo e o errado, é apenas um conceito. Dentre muitos. E a nossa investigação pra chegar à noção de que aquele conceito é o correto dificilmente teve como ponto de partida uma experiência. Primeiro definimos o que acreditamos; depois, adaptamos a realidade a isso. Como se fôssemos capazes de pensar toda a realidade dentro da nossa cabeça e, a seguir, sair aplicando nela o que pensamos dela a partir de nós. De um egocentrismo assustador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse sentido surgem conceitos de democracia, por exemplo, das maneiras mais absurdas possíveis. Seja o intelectual que, embora nunca tenha saído à favela, tem todas as respostas pra ela; seja o votante que nunca quis participar de nada mas que, meramente por ter direito a voto, considera-se sabedor de todas as normas de conduta dos que participam; seja do político-partidário que acredita que, por ter uma sigla, tem todos os seus ideais prontos e somente precisa convencer os outros disso, porque já chegou à verdade, à salvação, não restando mais por que debater e conhecer outros mundos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tento fugir desse tipo de raciocínio a todo tempo. Procuro, nem sempre com sucesso, conhecer as coisas por dentro, desconstruí-las para reconstruí-las, resguardando muitas delas, preciosas, e pondo fora alguns preconceitos que, antes, eu acreditava serem incontestáveis. O espírito crítico precisa disso. Todos precisamos, embora às vezes a preguiça seja maior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E com a música Classe Operária, de Tom Zé, por hoje, despeço-me,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style=" color: rgb(85, 85, 85);  line-height: 16px; font-family:'Trebuchet MS';font-size:13px;"&gt;&lt;i&gt;Sobe no palco o cantor engajado Tom Zé,&lt;br /&gt;que vai defender a classe operária,&lt;br /&gt;salvar a classe operária&lt;br /&gt;e cantar o que é bom para a classe operária.&lt;br /&gt;Nenhum operário foi consultado&lt;br /&gt;não há nenhum operário no palco&lt;br /&gt;talvez nem mesmo na platéia,&lt;br /&gt;mas Tom Zé sabe o que é bom para os operários.&lt;br /&gt;Os operários que se calem,&lt;br /&gt;que procurem seu lugar, com sua ignorância,&lt;br /&gt;porque Tom Zé e seus amigos&lt;br /&gt;estão falando do dia que virá&lt;br /&gt;e na felicidade dos operários.&lt;br /&gt;Se continuarem assim,&lt;br /&gt;todos os operários vão ser demitidos,&lt;br /&gt;talvez até presos,&lt;br /&gt;porque ficam atrapalhando&lt;br /&gt;Tom Zé e o seu público, que estão cuidando&lt;br /&gt;do paraíso da classe operária.&lt;br /&gt;Distante e bondoso, Deus cuida de suas ovelhas,&lt;br /&gt;mesmo que elas não entendam seus desígnios.&lt;br /&gt;E assim,, depois de determinar&lt;br /&gt;qual é a política conveniente para a classe operária,&lt;br /&gt;Tom Zé e o seu público se sentem reconfortados e felizes&lt;br /&gt;e com o sentimento de culpa aliviado.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-7301305124819985110?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/7301305124819985110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/10/do-racionalismo-e-seu-simplismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/7301305124819985110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/7301305124819985110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/10/do-racionalismo-e-seu-simplismo.html' title='Do Racionalismo Cego'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-9070785476051291762</id><published>2009-10-27T18:23:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T18:25:10.061-07:00</updated><title type='text'>Dialogando com a 7ª Arte exibe XXY no próximo sábado (31)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/SuedZE07KNI/AAAAAAAAAKI/V2Tkavxwwus/s1600-h/xxy+cartaz.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/SuedZE07KNI/AAAAAAAAAKI/V2Tkavxwwus/s320/xxy+cartaz.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397455732544841938" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:Arial;font-size:12px;"&gt;&lt;p style="margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; text-align: justify; "&gt; No próximo sábado, dia 31 de outubro, às 15h, na Faculdade de Direito da UFPel, teremos mais uma sessão do Dialogando com a 7ª Arte. O filme exibido será XXY e a entrada é gratuita.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; text-align: justify; "&gt;O projeto de extensão Dialogando com a 7ª Arte objetiva debates de cunho social e transdisciplinar entre estudantes dos mais diversos cursos da UFPel, utilizando-se o cinema como ponto de partida. Ao final do ano letivo, serão expedidos certificados a tod@s @s participantes, conforme o número de exibições em que se fizeram presentes, podendo-se chegar a até 50h de atividades complementares.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; text-align: justify; "&gt;A organização do projeto é de estudantes de diversos cursos da UFPel, como Direito, Filosofia, Ciências Sociais e Biologia. Participe!&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; text-align: justify; "&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;&lt;b&gt;Quando?&lt;/b&gt; Sábado, dia 31 de outubro, às 15h.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;&lt;b&gt;Onde?&lt;/b&gt; Faculdade de Direito da UFPel.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;&lt;b&gt;Quanto?&lt;/b&gt; Gratuito, com certificado de participação.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; "&gt;&lt;b&gt;Em Debate:&lt;/b&gt; Sexualidade.&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-right: 0cm; margin-left: 0cm; font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman', serif; text-align: justify; "&gt;&lt;b&gt;Filme:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;XXY&lt;/i&gt; (Argentina, França e Espanha - 2007) - &lt;i&gt;Sinopse&lt;/i&gt;: Uma criança nasce com os órgãos genitais de ambos os sexos, sendo escondida pelos pais para evitar que os médicos a operem. Porém quando ela chega à adolescência se interessa por um garoto que a visita. Com Ricardo Darín.&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-9070785476051291762?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/9070785476051291762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/10/dialogando-com-7-arte-exibe-xxy-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/9070785476051291762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/9070785476051291762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/10/dialogando-com-7-arte-exibe-xxy-no.html' title='Dialogando com a 7ª Arte exibe XXY no próximo sábado (31)'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/SuedZE07KNI/AAAAAAAAAKI/V2Tkavxwwus/s72-c/xxy+cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-6363789840097498448</id><published>2009-10-27T18:08:00.001-07:00</published><updated>2009-10-27T18:23:02.253-07:00</updated><title type='text'>Meus banners no XVIII CIC/UFPel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/Suecx4PylqI/AAAAAAAAAKA/cG6uA5GdMjY/s1600-h/poster+homo2+2+e.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 288px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/Suecx4PylqI/AAAAAAAAAKA/cG6uA5GdMjY/s320/poster+homo2+2+e.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397455059152967330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram estes os dois banners que apresentei no XVIII Congresso de Iniciação Científica da UFPel, realizado na última quinta-feira no Parque do SESI. Comentá-los é estranho, principalmente porque, espero, são auto-explicativos ("cientificamente", ao menos). Restaram (in)conclusos de pesquisas que desenvolvo desde o 1º ano da Faculdade e, também, de projeto de cine-debate pelo qual nutro profundo apreço enquanto espaço de democracia e arte na Faculdade de Direito e na UFPel como um todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/Sueb_og6LQI/AAAAAAAAAJw/zU5DybttbuA/s1600-h/poster+cinema+2+E.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: center;float: left; margin-top: 0px; margin-right: 10px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; cursor: pointer; width: 288px; height: 320px; " src="http://2.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/Sueb_og6LQI/AAAAAAAAAJw/zU5DybttbuA/s320/poster+cinema+2+E.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397454195936341250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-6363789840097498448?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/6363789840097498448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/10/banners-no-cic.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/6363789840097498448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/6363789840097498448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/10/banners-no-cic.html' title='Meus banners no XVIII CIC/UFPel'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/Suecx4PylqI/AAAAAAAAAKA/cG6uA5GdMjY/s72-c/poster+homo2+2+e.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-4822493197036152247</id><published>2009-10-14T10:07:00.001-07:00</published><updated>2009-10-14T10:07:43.384-07:00</updated><title type='text'>De Direito e de Sociedade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ressoaram boatos de um professor, da Faculdade de Direito, que se referiu à programação da 44ª Semana Acadêmica, promovida pelo CAFV, como pouco jurídica. Houve discussão entrecruzada entre a turma e o professor, inclusive, pois que, segundo ele, pouco ou nada do que estava sendo apresentado seria útil à posterior vida acadêmica dos estudantes. O que é uma opinião legítima, sem dúvida. Com efeito, sombrio foi tê-la veiculado às costas dos membros do Centro Acadêmico, tendo esperado que eles saíssem da turma, após a divulgação da Semana, para trazer suas críticas - Que aqui respondemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem prejuízo das discussões travadas durante a Semana, às quais este texto, é indubitável, em muito deve, apontaremos alguns elementos ignorados pelo referido professor, com vistas a desmistificar velhos dizeres incontestes da vala comum, que não apetecem à alma crítica e ao espírito democrático. Primeiro, que se sublinhe: o Direito não é a lei. Já o sabemos, nós que o estudamos, desde que começamos a frequentar a famigerada - e nem por isso desnecessária - Faculdade. Assim não fosse, não precisaríamos da tríade ensino-pesquisa-extensão, quão menos de fundamentos filosóficos e históricos sobre cada pequena norma que se nos apresenta. Bastaria ler um Código e estar-se-ia pronto ao debate.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acrescente-se, sem medo, que o Direito não foi feito para a lei. Muito antes pelo contrário, a lei foi feita para o Direito e, de maneira mais geral, para a sociedade, pois é a lei reflexo da sociedade, e não o contrário. O mesmo para os legisladores e, consequentemente, para a legislação, que não surgem da inspiração divina nem são criados pela Editora Saraiva. São respostas políticas de disputas políticas travadas desde Satolep City até Pizza Brasílis. Estudá-las descontextualizando sua origem e seus fundamentos é, sem dúvida, ser um profissional medíocre, sem a capacidade de  atualização e crítica que a contingente sociedade exige.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, e nem por isso com menor importância, sustente-se que ao Direito não bastam as leis, já o veiculava Drummond. É preciso e urgente que se resgate a cultura e noção de que o Estado Constitucional não é, ou não deveria ser, um Estado do Papel, com cidadãos de papel e estudantes de papel. As ruas esperam para ser tomadas; as pessoas, escutadas; os problemas, enfrentados. De nada adianta um dogmático sem fim social. Pior ainda quando sustentado pela sociedade para a ela não dar retorno senão títulos; não dar sorrisos senão o seu próprio, estampado em colunas de jornais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não obstante os argumentos supramencionados, e com a certeza de sua legitimidade, diga-se que devemos, sim, estudar as leis, e certamente isso não é por nós ignorado. Lembrou uma palestrante, durante a Semana, a alegoria que Ítalo Calvino se utiliza em seu livro sobre o Cavaleiro Inexistente, cuja armadura, infalível, aliada à vontade, insaciável, fazia com que fossem vencidas as batalhas. Esses institutos normativos, muito longe de serem um fim em si mesmo, carregam uma importante e não desprezível capacidade de, aliados à vontade social, promoverem relevantes mudanças na sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi isso, e mais um pouco, o que nosso respeitado professor não entendeu, porque não perguntou. Mas, gentis que somos, e a despeito de quaisquer lamentações e mágoas, esclarecemos nós, os cavaleiros inexistentes do Direito do Sul, abertos a quaisquer perguntas e diálogos, de frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-4822493197036152247?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/4822493197036152247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/10/de-direito-e-de-sociedade.html#comment-form' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/4822493197036152247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/4822493197036152247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/10/de-direito-e-de-sociedade.html' title='De Direito e de Sociedade'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-1970201429517609712</id><published>2009-09-17T08:37:00.000-07:00</published><updated>2009-09-17T08:42:16.178-07:00</updated><title type='text'>44ª Semana Acadêmica de Estudos Jurídicos e Sociais da UFPEL</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_pzgQc9-WdMg/SrJXJbi7MAI/AAAAAAAAAIg/rNPHczRkW_s/s1600-h/cartaz+-+semac.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 400px; height: 291px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_pzgQc9-WdMg/SrJXJbi7MAI/AAAAAAAAAIg/rNPHczRkW_s/s400/cartaz+-+semac.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382460324185845762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muita correria, de começo, sendo recompensada. Todxs convidadxs!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro Acadêmico Ferreira Vianna (CAFV), entidade representativa dos estudantes da Faculdade de Direito da UFPel, convida a toda a comunidade acadêmica para a 44ª Semana Acadêmica de Estudos Jurídicos e Sociais da UFPel, a ser realizada entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro, no Salão de Atos da Faculdade de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão, ao total, 15 atividades, entre painéis, oficinas, mostra de cinema e mostra de pesquisa, cujo edital encontra-se disponível no site do CAFV &lt;a href="http://www.cafv-ufpel.com/"&gt;http://www.cafv-ufpel.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As inscrições podem ser feitas das 9h às 11h e das 19h às 21h, de segunda a sexta-feira, no saguão da Faculdade de Direito, tendo como investimento o valor de R$ 25,00. As vagas são limitadas. Confira a programação abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;28/09 - Segunda-feira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;MANHÃ - 9h - &lt;strong&gt;Painel Liberdade frente à regulamentação da internet&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Têmis Limberger&lt;/strong&gt;:  Promotora de Justiça. Professora do Mestrado e Doutorado na Unisinos. Doutora em Direito pela Universidade Pompeu Fabra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo D’Elia Branco&lt;/strong&gt;: articulador e um dos fundadores do “Projeto Software Livre Brasil”; professor honorário do Instituto Superior Tecnológico Cevatec - Lima, Peru; membro do Conselho Assessor do Mestrado Internacional de Software Livre, da Universidade Aberta da Catalunha; membro do Conselho Editorial do Observatório da Comunicação em Portugal; e membro do comitê assessor do Mestrado em Software Livre da Caixa Nova - Galícia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marc Antoni Deitos&lt;/strong&gt;: Mestrando em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bolsista Capes. Exerce a Docência orientada na disciplina de Direito Internacional Público vinculado à Faculdade de Direito da UFRGS. Colaborador do grupo de pesquisa em antropologia da propriedade intelectual.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;TARDE - 17H - &lt;strong&gt;Oficina Panorama do Movimento Estudantil de Direito Estadual e Nacional&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Promoção: Coordenação Regional dos Estudantes de Direito (CORED-RS)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;NOITE - 19H 30 - &lt;strong&gt;Painel Direito à moradia: planejamento e exclusão na cidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Betânia Alfonsin&lt;/strong&gt;: Doutora em Direito pela UFRJ. Professora da PUC-RS.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joseane Almeida&lt;/strong&gt;: Arquiteta e Urbanista. Funcionária Pública Municipal. Coordenadora Técnica do III Plano Diretor de Pelotas. Professora no Curso de Arquitetura e Urbanismo da UCPel.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Representante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;29/09 - Terça-feira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;MANHÃ - 9h - &lt;strong&gt;MINICURSO DE CARREIRAS JURÍDICAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Autoridades das mais diversas carreiras jurídicas, como juiz, advogado popular, procurador da república, delegado de polícia e defensor público farão exposições acerca das suas profissões.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;TARDE - 17h - &lt;strong&gt;Oficina Encarceramento Não! Grades e muros abolidos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Promoção: En!gma&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;NOITE - 19h30 - &lt;strong&gt;DIALOGANDO COM A 7ª ARTE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Filme: Juízo&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;30/09 - Quarta-feira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;MANHÃ - 9h - &lt;strong&gt;MOSTRA DE PESQUISA E EXTENSÃO DA 44ª SEMANA ACADÊMICA DE ESTUDOS JURÍDICOS E SOCIAIS&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;TARDE - 17h - &lt;strong&gt;Oficina Tribunal dos Índios Tupinambás&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Promoção: DDA-Pelotas&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;NOITE - 19h30 - &lt;strong&gt;Painel Contribuições insurgentes por um Direito transformador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo Veiga Beckhausen&lt;/strong&gt;: Procurador da República. Mestre em Direito pela Unisinos. Professor da Unisinos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luiz Otávio Ribas&lt;/strong&gt;: Mestre em Direito pela UFSC. Especialista em Direitos Humanos pela UFRGS.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;01/10 - Quinta-feira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;MANHÃ - 9h - &lt;strong&gt;Painel A Luta pela Democratização dos Meios-de-comunicação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Domingos Silveira&lt;/strong&gt;: Procurador da República. Mestre em Direito pela UFRGS. Professor da UFRGS.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Clementino dos Santos Lopes&lt;/strong&gt;: Coordenador Nacional da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraco). Coordenador Executivo da Abraco-RS. Membro do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Advogado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;TARDE - 17h - &lt;strong&gt;Oficina Diálogo com movimentos sociais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;NOITE - 19H30 - &lt;strong&gt;Painel Há justiça na prisão? Reflexões sobre o Sistema Penitenciário Brasileiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luis Antônio Bogo Chies&lt;/strong&gt; - Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad Del Museo Social Argentino e em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professor Adjunto III da Universidade Católica de Pelotas e Membro do Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Puggina &lt;/strong&gt;- Assessor do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do Ministério Público Estadual; Membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Rio Grande do Sul - subcomissão para questões Prisionais e Infracionais.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;02/10 - Sexta-feira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;MANHÃ - 9h - &lt;strong&gt;Painel A Judicialização da Saúde e a Reserva do Possível&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paulo Cogo Leivas&lt;/strong&gt;: Procurador Regional da República. Coordenador acadêmico do Curso de Especialização em Direitos Humanos (ESMPU/UFRGS), professor da Escola Superior do Ministério Público (FMP/RS) e professor da Escola de Magistratura Federal (ESMAFE/RS). Doutorando pela UFRGS.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roger Raupp Rios&lt;/strong&gt;: Juiz Federal. Professor colaborador da UFRGS. Doutor em Direito pela UFRGS.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;TARDE - 17h - &lt;strong&gt;Curso sobre Reforma Ortográfica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Promoção: Instituto Profícere&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;NOITE - 19H30 - &lt;strong&gt;Painel Os desafios para a implementação da Justiça Restaurativa no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daniel Achutti &lt;/strong&gt;- Advogado criminalista. Mestre e Doutorando em Ciências Criminais (PUCRS). Professor de Direito Penal (FACOS) e de Direito Processual Penal (Fac. Dom Alberto). Membro da Comissão de Mediação e Práticas Restaurativas da OAB/RS. Conselheiro do Instituto de Criminologia e Alteridade (ICA).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Raffaella Pallamolla&lt;/strong&gt;: Advogada criminalista. Mestre em Criminologia e Execução Penal e Doutoranda em Direito Público pela Universidade Autônoma de Barcelona (UAB). Professora de Direito Penal na FACENSA. Membro da Comissão Especial de Práticas Restaurativas e Mediação da OAB/RS. Conselheira do Instituto de Criminologia e Alteridade (ICA).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vera Lúcia Deboni:&lt;/strong&gt; Juíza substituta da entrância final. Juizado da Infância e Juventude. Projeto Justiça Instantânea.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Todos os dias, às 18h30, haverá coffee break no espaço do CAFV.Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail para contato@cafv-ufpel.com&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ou aqui no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;blog&lt;/span&gt;, se preferirem =)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-1970201429517609712?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/1970201429517609712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/09/44-semana-academica-de-estudos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/1970201429517609712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/1970201429517609712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/09/44-semana-academica-de-estudos.html' title='44ª Semana Acadêmica de Estudos Jurídicos e Sociais da UFPEL'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pzgQc9-WdMg/SrJXJbi7MAI/AAAAAAAAAIg/rNPHczRkW_s/s72-c/cartaz+-+semac.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-2086234794053707707</id><published>2009-09-12T12:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-12T13:31:20.166-07:00</updated><title type='text'>A Política</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ousadia para inverter a cabeça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para desacreditar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para enfrentar asas cinzas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ousadia para bater pé&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para aceitar alfinetes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para invadir o olhar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ousadia para ousar a si mesmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ousados os que não se acomodam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;os que redescobrem o mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e mudam todo dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sem perder a ousadia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ousados os que não se limitam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quando não sabem como agir&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e não se reduzem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nem à própria ousadia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(agosto de 2009 - &lt;a href="http://www.estivalet.blogspot.com/"&gt;sonoridade muda&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me unânime, nesta 10ª economia do mundo, que ainda temos muito o que desenvolver para além do econômico; no cultural, no ético, no ambiental, no modo de encarar a vida e o vizinho, vamos dizer assim. Mas ainda não passamos, sequer parcela relevante de nós, da consciência da necessidade de mudança para, de fato, o querer a mudança, instigá-la, efetivá-la, nos mais variados espaços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pobreza, há corrupção, há desigualdade, há preconceito, há intolerância, há mortes fáticas e simbólicas em níveis aberrantes. Mas há  muito do que isso. Há um engessamento não só do dito senso comum; também nós, que queremos sair de casa e mudar o mundo, da esquina ou do Iraque, não sabemos como agir. A normalização dos problemas, das falhas, das impossibilidades levou a um tal niilismo, vulgo descrença, que quaisquer atitudes politizadas são tomadas como pejorativas ou do mesmo saco daquelas as quais, justamente, intentamos combater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque já ninguém se pergunta o que é política antes de maldizê-la. Poucos são os que notam que é um ato político, sim, ir de encontro às autoridades docentes ditas incontestáveis, ao absolutismo disfarçado de muitas instituições pseudodemocráticas, tanto quanto o é lutar por moradia, alimentação ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;impeachment&lt;/span&gt; de governadoras que governam para elas mesmas. A política, nesse sentido, está em casa, nas discussões da família, tanto quanto está no Congresso, nas discussões sobre aumento do número de vereadores. Mas uma política não pressupõe a outra. E nenhuma das duas é condicionada ao fracasso, ainda que, honestamente, a política no âmbito partidário-institucional, nos termos atuais, esteja em um momento muito delicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de cá, quero trazer um pouco do que penso ser essencial para qualquer discussão de mudança social: inquietar-se. Inquietar-se no sentido de inquieto para si, ao não aceitar injustiças nem conformar-se com elas, como também no sentido de inquieto para os outros, ao não manter a inquietude somente consigo, ao romper o silêncio, a normalidade, os discursos vazios. Inquietar-se, portanto, para não ficar quieto, para não ser complacente. Inquietar-se para inquietarmo-nos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caminho, que não se trilha solitariamente,  é obrigatório ousadia para errar, para escrever o incerto, para agir no contingente. Não se pode falar em mudança esperando-se que dela seja decorrente um mundo certo, exato, tal qual planejado em livretos limitantes. Pode-se, não obstante, saber qual mundo é o que não queremos, desconstruí-lo pela raiz, e jogar sementes para um pouco mais de ar. Lutemos, todos e todas, por um pouco mais de ar, mesmo quando colocarem um saco sobre nossas cabeças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;algumas raivas cansativas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;algum entusiasmo estranho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;alguns barulhos incoerentes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;algumas frases desimportantes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é estranho se pensar que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;embora aqui nada houvesse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nem árvore nem sol nem água fresca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;havia, sim, muitas pessoas ocultas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ou ocultadas ou ocultando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;seus anseios-desejos-paradigmas que&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quando gritados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nesse chão sem contraponto nem montanha nem eco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;esqueceram sua essência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;porque não tinham essência sendo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nessa falta de água-sol-sombra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;parte do cenário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é estranho porque agora estou eu aqui&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e não estou oculto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pois embora eu não faça questão de mostrar meus olhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por de trás dessa caneta desse poema desse plano desse sonho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;há um brilho incrível&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(outubro de 2007 -&lt;a href="http://www.estivalet.blogspot.com"&gt; sonoridade muda&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-2086234794053707707?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/2086234794053707707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/09/politica.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/2086234794053707707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/2086234794053707707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/09/politica.html' title='A Política'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-6171462811981789977</id><published>2009-09-04T18:23:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T18:51:13.305-07:00</updated><title type='text'>O problema das carroças é de quem?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Costumo escrever o texto e, somente depois, dar-lhe um título. Procedo de maneira contrária neste, contudo. Começo esse texto pelo título porque me parece bastante significativo das dúvidas sobre esse problema socio-ambiental que, é inegável, deve ser muito mastigado antes de engolir. Senão a gente vomita e come de novo, dia após dia, sempre sem mastigar e, cada vez mais, com o gosto azedo que só a profunda pobreza moral e social consegue trazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, importa dizer: o problema não é do trânsito. Esse discurso é infeliz. O trânsito tem seus problemas originados pelas famílias que têm um carro por membro. Pela escolha capitalista pela indústria automobilística ao invés do metrô. Pela falta de respeito e de cuidado de motoristas embriagados e irresponsáveis de maneira geral. As carroças estão no trânsito, são parte do problema dele, mas de maneira nenhuma são o centro problemático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as carroças, contudo, gravíssimas. São graves desde o tronco, com crianças trabalhando junto às famílias, coletando lixo, até os galhos mais fracos, onde estão os cavalos mal-tratados, mal-alimentados, escravizados e indefesos. São graves, principalmente, na raiz, da estrutura social que cria a pobreza, marginalizando pessoas, e perpetua a pobreza, ao tentar dignificar algo indignificável, como a coleta de lixo. Há casos inacreditáveis de vereadores que se aproveitam dessa dita "classe" para fazer votos. Basta "defender a categoria" e vira herói. As coisas estão tão de cabeça pra baixo que até defender a pobreza, ao invés dos pobres, virou ato de heroísmo. Fico imaginando o discurso, do alto do palanque: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;meus amigos carroceiros, não se preocupem! garantirei que vocês continuem, em contrapartida ao meu vitalício contrato como vereador, nesta profissão maravilhosa! ninguém lhas tirará! vocês permanecerão podendo sair todos os dias tranquilos, com seus infinitos filhos-escravos humanos e não-humanos, fazer o que melhor vocês sabem fazer: mexer no lixo meu e de meus amigos! tenho até convencido mais deles a fazerem mais lixo, para vocês terem ainda mais renda; vocês notam como somos caridosos? não se preocupem, amigos carroceiros, a subsistência de vocês, e as doenças, jamais serão modificadas, no que depender de mim&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse discurso não pode ser comprado. Não podemos pensá-lo como solução. Não podemos nos acostumar a ele. Não podemos deixar que a sociedade se acostume a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carroceiros são, antes de qualquer outra coisa, pessoas sem oportunidade, cujos filhos também não terão oportunidade, cujos cavalos sequer terão escolha. Os carroceiros também não tiveram escolha. E somos nós quem estamos perpetuando a eles a não-escolha. Somos nós, os cidadãos médios que defendem que existam carroças, que estamos defendendo e perpetuando que exista pobreza extrema e indignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é de quem, afinal?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-6171462811981789977?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/6171462811981789977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/09/o-problema-das-carrocas-e-de-quem.html#comment-form' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/6171462811981789977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/6171462811981789977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/09/o-problema-das-carrocas-e-de-quem.html' title='O problema das carroças é de quem?'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-9049735550894746427</id><published>2009-08-23T21:23:00.003-07:00</published><updated>2009-08-23T21:29:05.760-07:00</updated><title type='text'>Jornal da Várzea - Coluna DOIS É PAR - Agosto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/SpIV84EmS4I/AAAAAAAAAJQ/114NxI5Cw2k/s1600-h/Digitalizar0004.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/SpIV84EmS4I/AAAAAAAAAJQ/114NxI5Cw2k/s320/Digitalizar0004.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373381440994429826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Clique na imagem pra ler o texto de agosto da Coluna DOIS É PAR, do jornal das comunidades da várzea e da balsa, próximas ao novo campus da UFPEL.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sempre, mantemos o canal aberto para críticas e sugestões. Multiplique-se!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-9049735550894746427?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/9049735550894746427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/08/jornal-da-varzea-coluna-dois-e-par.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/9049735550894746427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/9049735550894746427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/08/jornal-da-varzea-coluna-dois-e-par.html' title='Jornal da Várzea - Coluna DOIS É PAR - Agosto'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/SpIV84EmS4I/AAAAAAAAAJQ/114NxI5Cw2k/s72-c/Digitalizar0004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-2724061869840816306</id><published>2009-08-09T01:15:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T03:28:39.816-07:00</updated><title type='text'>Morte de pobreza ou Ninguém se importa</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman';color:#17365D;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman';color:#17365D;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:7;color:#0E0020;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 48px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:7;color:#0E0020;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color:#17365D;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Estávamos em uma noite feliz de sábado, pensando em sair, desistindo, enfim resolvendo comer um lanche e rindo bastante com amigos. Na hora de levar uma das pessoas em casa, no entanto, passamos, de carro, por um senhor no chão. Em um primeiro momento, como passamos rapidamente, não tivemos certeza se havíamos enxergado bem. Mas voltamos. E confirmamos: era um senhor de idade, sem uma das pernas, caído com as bengalas ao lado, arrastando-se quase sem força. Fomos ajudar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#17365D;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Antes disso, pensamos que eram 3h da madrugada, que estávamos em um lugar relativamente periférico e escuro, que poderia ser um assalto, que poderia ter alguém parado à volta, mas, felizmente, descemos do carro e ali fomos. O senhor estava molhado dos pés à cabeça, com feridas abertas nas mãos, nariz sangrando e reclamava de dor no joelho. Gemia. Quando o levantamos sobre a bengala, ele quase caiu novamente, sem força. Ligamos para a SAMU, que inicialmente nos disse que enviaria alguém, porém, quando já haviam inclusive pegado o endereço, “lembraram-se” de que duas das três ambulâncias estavam já nas ruas, e a última que sobrava tinha de ficar lá pra “caso aconteça algum acidente ou algo mais grave”. Sugeriram que ligássemos para a Brigada Militar, mas lembramos a eles de que se tratava de uma pessoa quase inconsciente, gemendo e sangrando. Ficaram de ver o que poderiam fazer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#17365D;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Com a Brigada, a mesma ladainha, e nessa hora o senhor já nos havia dito, não sem parar de gemer, que saíra de casa para beber há três dias e que seu filho não gostava que ele bebesse. Disse mais ou menos onde morava, longe; um amigo o teria deixado ali. Estava molhado porque caiu na valeta da rodoviária. E, depois de seco, choveu muito, então se molhou de novo. Sentia muito frio e fome. Conseguimos resolver parcialmente dando o resto que sobrara do lanche, no início da noite. Notamos também que ele não tinha consciência de tempo: estava fora de casa há bem mais de três dias. E depois de conversar mais um pouco com ele, chegou a SAMU, com dois técnicos em enfermagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#17365D;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Segundo eles, que sequer examinaram ou tocaram no senhor, “aquilo era caso pra assistência social”. Repetiram que podia acontecer algum acidente a qualquer momento e eles não tinham o que fazer àquele senhor. Sequer o levaram para o PS: apenas nos deram um cobertor, pra caso nós o levássemos pra casa, e o telefone do assistente social, pro qual ligamos e do qual escutamos que “éramos idiotas por, ao invés de dormir, estarmos àquela hora preocupados com aquele senhor, bêbado”. Um formidável assistente social, pouco assistente, nada social. Pra finalizar, como o senhor não sabia nos dizer onde morava para levarmos ele, acabamos apenas deixando-o ali, com um pouco menos de fome e de frio, mas ainda gemendo e abandonado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#17365D;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Até aqui, alguém se perguntou o nome do senhor? Porque antes de ser alcoólatra, de perder uma das pernas, de se perder da família, de cair na valeta, de sangrar, de perder a importância para a assistência social e, quem sabe, talvez, pro filho também, ele teve um. Breno. Um Breno cansado, caído, que disse sermos anjos por o estarmos ajudando, conversando com ele. Breno quase achava já estar no céu. E ninguém se importava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#17365D;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Ninguém se importa se Breno perdeu a mãe ou a família, o emprego, o amor da sua vida; ninguém se importa que ele não tenha comido nos últimos dias e que estivesse próximo de morrer, afinal “ele é um bêbado”. Pobre, negro e deficiente físico, também. Por que se importar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#17365D;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;É paralisante saber que isso aconteça a todo segundo. Que ninguém pára o carro, que nós quase não paramos, que quase não há o que fazer. É assustador o ponto ao qual chegamos, onde vidas inteiras são ignoradas porque não são de amigos ou de parentes. Morrem pessoas a todo o tempo, não? É muito natural quando é um desconhecido. Mas não sejamos hipócritas: se o Breno não fosse negro, pobre e deficiente, ele estaria rastejando? E ninguém faria nada, nem tocaria nele, pra ver se havia algo errado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#17365D;mso-fareast-language:PT-BR"&gt;Alguma coisa se tem perdido nas pessoas. Não é normal ignorar alguém, outra pessoa que sente, com lembranças, sentimentos, sonhos, quebrados ou não. Fico feliz por saber que havia mais dois amigos comigo, e que eles não ignoraram Breno. Seguramente ainda se lembram dele agora, horas depois, como também lembrarão amanhã, após acordarem. E espero, sinceramente, que mais de nós não nos acostumemos com essas cenas; que haja indignação, rebeldia e um pouco mais de sensibilidade. Multipliquemos ao menos isso, enquanto não conseguimos com o pão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-bottom: .0001pt;text-align:justify;line-height:normal"&gt;&lt;span style=" font-family:&amp;quot;Georgia&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;color:#17365D;mso-theme mso-themeshade:191;mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;color:text2;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="mso-margin-top-alt:auto;margin-bottom:0cm;margin-left: 70.8pt;margin-bottom:.0001pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style=" font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;;color:#17365D;mso-theme mso-themeshade:191;mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:9.0pt;color:text2;"&gt;&lt;i&gt;Nadie se puede salvar, nadie se puede salvar&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;color:#17365D;mso-theme mso-themeshade:191;mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;color:text2;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; color:#17365D;mso-thememso-themeshade:191;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:9.0pt;color:text2;"&gt;&lt;i&gt;Sigo vivo, sigo atento, y observando con el tiempo&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;color:#17365D;mso-thememso-themeshade:191; mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;color:text2;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; color:#17365D;mso-thememso-themeshade:191;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:9.0pt;color:text2;"&gt;&lt;i&gt;Esta extraña enfermedad inclasificada&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; color:#17365D;mso-thememso-themeshade:191;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;color:text2;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; color:#17365D;mso-thememso-themeshade:191;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:9.0pt;color:text2;"&gt;&lt;i&gt;Que te afecta muy deprisa, que te quita la sonrisa&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;color:#17365D;mso-thememso-themeshade:191; mso-fareast-language:PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;color:text2;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; color:#17365D;mso-thememso-themeshade:191;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:9.0pt;color:text2;"&gt;&lt;i&gt;Cuyo síntoma es que ya no importa nada&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;;mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;; color:#17365D;mso-thememso-themeshade:191;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;color:text2;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; mso-fareast-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-bidi-Times New Roman&amp;quot;; color:#17365D;mso-thememso-themeshade:191;mso-fareast-language: PT-BRfont-family:&amp;quot;;font-size:9.0pt;color:text2;"&gt;(Fito Paez - La Casa Desaparecida)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-2724061869840816306?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/2724061869840816306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/08/morte-de-pobreza-ou-ninguem-se-importa.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/2724061869840816306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/2724061869840816306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/08/morte-de-pobreza-ou-ninguem-se-importa.html' title='Morte de pobreza ou Ninguém se importa'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-4376226267770176201</id><published>2009-08-06T01:08:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T01:11:49.873-07:00</updated><title type='text'>Homofobia e invisibilidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Publicado originalmente no jornal Diário Popular em 30 de setembro de 2008&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que biotecnólogos respeitados mundialmente tragam a homossexualidade como determinada geneticamente, o fato incontestável concerne à existência de homossexuais também em animais não-humanos e, estima-se, um mínimo de 10 milhões apenas no Brasil. Assim, a expressão "opção sexual" traz a carga de um conceito de normalidade que ignora que a escolha é muito pior: viver uma mentira ou viver à margem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda essa semana, tive a infeliz surpresa de um amigo ter apanhado até sangrar nas ruas de Pelotas. O motivo: ele é gay (e não esconde isso). A quantidade de violências simbólicas que gays sofrem, entretanto, é ainda maior do que de físicas: na hermenêutica conservadora, por exemplo, LGBTs não apenas não se casam, como também não se separam e não constituem família. O Direito, então, ignora uma sociedade que, no mais das vezes, esconde-se de si própria, resultando em não menos do que, de um lado, milhões de pessoas que assistem a programas de piada vendo a si como anormais e, de outro, um sem número de não-críticos que reproduzem a piada como algo descontraído e, portanto, válido, sem atentar para o fato de que a piada não é uma mera brincadeira, pois, sublinhe-se, em pesquisa realizada com cinco mil professores de ensino fundamental e médio, revelou-se que 59,7% deles consideram inadmissível que uma pessoa possa vir a ter experiências homossexuais; 21% deles, ademais, disseram que não gostariam de ter um gay ou uma lésbica como vizinhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A delicadeza do assunto em questão, portanto, é forte: fala-se de vida. Piada após piada, desprezo após desprezo e dia após dia, a rotina, o senso de humor, a perspectiva, o afeto e a vontade de viver de muitas pessoas é mutilada por uma acriticidade inaceitável em um Estado que se diz laico e, enquanto discute a criminalização da homofobia, esquece que ainda não explicou à sua sociedade por que nascer gay, assim como nascer homem ou mulher, é meramente biológico. Isso porque ser homossexual não pode significar nascer para uma não-vida; a dignidade da pessoa humana é assegurada a todos, o que inclui um mínimo direito à esquecida igualdade, que não se resume a migalhas: a pessoa que nasce gay, assim como a pessoa que nasce heterossexual, tem que, desde sempre, não ter vergonha de si mesma, tem que poder apresentar o namorado ao pai sem medo de que ele lhe expulse de casa, tem que poder responder às piadas de que é motivo sem ser motivo de ainda mais piadas e tem que andar na rua sem medo de apanhar por apenas ser o que é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para tanto, precisa-se encarar o problema de frente: a própria Organização Mundial da Saúde, desde 1990, e a Associação Americana de Psiquiatria, desde 1973, dizem que ser gay não constitui nem doença, nem distúrbio, nem perversão. O gay, por conseguinte, não é um alienígena à sociedade. Não é um monstro. Não é um pervertido. Não é um doente. É alguém, a bem da verdade, que, vencendo as barreiras do preconceito, conseguiu aceitar-se, contra toda a maré do senso comum, e que deve ser admirado, sobretudo pela sua coragem de se dispor à marginalização e à violência de ser, para muitos, bem menos do que um indigno; para si próprio, alguém que tenta viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O debate da homofobia, então, é mais do que necessário, embora criminalizar a todos que a praticam seja o mesmo que esvaziar a sociedade. O foco sério pressupõe visibilidade, de maneira responsável e igualitária; como, já há muito, reclamam os Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-4376226267770176201?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/4376226267770176201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/08/homofobia-e-invisibilidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/4376226267770176201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/4376226267770176201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/08/homofobia-e-invisibilidade.html' title='Homofobia e invisibilidade'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-1590845609961656406</id><published>2009-07-17T09:56:00.000-07:00</published><updated>2009-07-17T10:51:51.348-07:00</updated><title type='text'>A PF e a Justiça de quem manda mais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estávamos na casa da Iuscia quando, de repente, nos liga a Bina dizendo que 5 carros da PF tinham prendido inúmeras pessoas na Casa do Estudante da UFPel e, dentre elas, estaria um amigo nosso de Centro Acadêmico. A prisão teria sido dada por tráfico e/ou consumo de drogas, o que, de imediato, nos fez crer que nosso colega não estaria lá, por sabermos que ele não era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;apegado a esse tipo de conduta&lt;/span&gt;. Ainda assim, ligamos pra um amigo nosso já formado, advogado, e fomos à PF, ver no que poderíamos ajudar os ditos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;delinquentes&lt;/span&gt;, que, se moram na casa do estudante, não têm nem pais nem familiares em Pelotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ponto engraçado é que, à frente da PF, estavam estacionados carros da RBS e da Nativa, e os repórteres, todos, estavam dentro da PF. Porém de todos nós, que éramos 6, apenas um, o advogado, pôde entrar. Isso mesmo: ficamos do lado de fora, da grade pra lá, numa noite nada quente de Pelotas, e nada de argumentar que os estudantes presos moravam na casa do estudante e portanto não tinham ninguém mais a recorrer. Lá dentro, nada de amigos ou colaboradores: só advogados, família (na letra da lei) e imprensa. E essa tal letra da lei é uma coisa muito engraçada, porque também diz que casa é inviolável à noite. E que horas era isso quando a PF invadiu a Casa do Estudante, mesmo? Ah, sim, vai ver a Casa do Estudante não é considerada casa senão no nome: é apenas um depósito de pobres que estudam na UFPel e não podem alugar um imóvel desses com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status&lt;/span&gt; de inviolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 20min após ter entrado, saiu nosso amigo advogado, dizendo que (1) eram apenas 3 pessoas, e não 5 carros de pessoas, e (2) eles seriam soltos em seguida, porque foram presos apenas por consumo, para o que sequer há pena prevista no nosso Código Penal. Ainda assim, o "em seguida" era de cerca de 2h mais lá dentro, prestando depoimento ou o que quer que seja para as "otoridades". E aqui acaba meu relato pessoal, do qual passo para uma humilde análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei vocês, mas eu sinto vergonha de casos como esse.  Penso eu que não preciso dizer que o consumo de drogas, sobretudo as menos danosas, como a maconha, é algo recorrente e quase aceito, já, na sociedade. Se ainda é proibido - embora se saliente que sem pena prevista - é por mero detalhe moral ou quiçá econômico: os grandões, que lucram com o tráfico, não são pegos nem em sonho, e seguramente financiam grande parte do nosso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;incorruptível&lt;/span&gt; Congresso Nacional. Pois que a criminalização, sem dúvida, é hipócrita. Tenta sanar um problema complexo - como as drogas - com uma medida simplista - que é a prisão. O resultado é óbvio: peixinhos presos e tubarões soltos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E dá-lhe anestésico na população!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior do que isso é o motivo que se alega para terem sido presas tais pessoas: "denúncia da reitoria da UFPel". Não, vocês não leram mal, nem eu. Foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Si-i-és-êi-ar, the big&lt;/span&gt;! Isso é tão babaca que chegam a faltar palavras pra descrever. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A MESMA&lt;/span&gt; reitoria que nega que os estudantes estavam sendo esmagados por ônibus superlotados na ida ao campus, inclusive com casos de lesões leves; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A MESMA&lt;/span&gt; reitoria que diz que os estudantes que cospem sangue e vão parar no hospital, na Química, estão MENTINDO, e elabora abaixo-assinado em contrário, aparece agora em defesa da saúde e da vida. Pergunto quando sairá uma nota pública de nosso amigo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Si Bi&lt;/span&gt; pedindo desculpa por os laboratórios terem sido, ao fim, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;interditados&lt;/span&gt;. E me abstenho de falar de bibliotecas fechadas, nepotismo, estudantes sem aula e atendimento precaríssimo à população, como no caso da Odontologia, por saber que poderia ficar a tarde inteira escrevendo sobre a megapreocupação social e com saúde da UFPel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, meus amigos, diga-se que a PF não precisa atender todas as denúncias. Se atendesse, imaginem quantas vezes ela já teria invadido a UFPel pra prender alguém da administração. Isso não existe. Se o problema é  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fumo ilegal, &lt;/span&gt;que se registre que um professor do Direito fuma cachimbo em sala-de-aula, o que é estritamente proibido, e nunca sequer levou sanção administrativa. Agora imaginem a cena de a Polícia Federal chegando com as sirenes ligadas, fuzis, óculos escuros, toucas, e saindo de lá com nosso professor, e seu cachimbo, algemado. Isso é impensável, nunca vai acontecer. Muito menos ele ficaria mais de 10min preso. E ainda colocaria processo em todo o mundo e lucraria com a brincadeira, por danos morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorreu ontem, na Casa do Estudante, foi explícita tentativa de desmoralização dos estudantes. Foi a Justiça dos grandes e o moralismo dos fracos. Foi a mais clara prova de desproporcionalidade que eu vi nos últimos tempos. Mas pelo menos a gente denuncia: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fast food&lt;/span&gt; neles!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-1590845609961656406?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/1590845609961656406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/07/pf-e-justica-de-quem-manda-mais.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/1590845609961656406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/1590845609961656406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/07/pf-e-justica-de-quem-manda-mais.html' title='A PF e a Justiça de quem manda mais'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-7222749433825345895</id><published>2009-07-15T20:52:00.001-07:00</published><updated>2009-07-15T22:01:12.693-07:00</updated><title type='text'>Guardadores de carros e suas contraversões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conversava esses dias, à saída do ICH, sobre guardadores de carro. Eu achava que era um tema meio unânime, mas alguns amigos aduziram argumentos incríveis em contrário. Sendo mais direto: todos sabemos daonde vêm os guardadores de carro, bem como sabemos de onde vêm os mendigos e de onde vem a pobreza: do excesso. Excesso que esmaga o mínimo,  que esbanja, na futilidade, litros de falta de prudência e de autocrítica. Mas notei haver problemáticas paralelas no assunto, que tentarei, minimamente, abordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiramente, esclareço que não vou adentrar nos temas "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;serão eles pobres mesmo?&lt;/span&gt;" e "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas eles gastam com bebida!&lt;/span&gt;" porque isso cansa qualquer ser com um mínimo de boa vontade. Quando eu era criança, não sei vocês, mas eu jamais pensei "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quero ser guardador de carro quando crescer: é muito divertido passar a tarde em chuva ou sol forte e receber 10 centavos mal-educados de pessoas que têm medo de mim&lt;/span&gt;". Também não pensei "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;se eu for guardador terei mais dinheiro pra comprar bebida do que fazendo medicina!&lt;/span&gt;". Nesse sentido, importante que se ressalte que ninguém questiona quando eu saio pra beber com meus amigos, porque lazer e prazer são direitos. Também a autodeterminação, esclareça-se, é garantida, então deixem o cara gastar com o que quiser (e sobre mendigos ficarem bêbados por comerem somente pão e água perguntem pro Pablo, que entende de Química mais do que eu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já indo pro que interessa, considero lamentáveis campanhas como "Esmola, não! Deposite nessa idéia!" promovida recentemente aqui em Pelotas. Porque todos sabemos que esmola não resolve, imagino eu, mas o buraco é bem mais embaixo. Não estará o problema em chamarmos aquele pagamento de esmola? Em marginalizarmos, em dizermos que aquilo é menos do que um estacionamento, porque o estacionamento, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;uau!&lt;/span&gt;, tem cercas? Claro que nem sempre guardadores são bons enquanto profissionais, mas também estacionamentos, políticos, bares, amigos e faculdades podem ser bons ou ruins. O que não podemos é generalizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu acho interessante e quero compartilhar,  contudo, é que os guardadores trazem o marginalizado pro centro. Trazem-no sem ser nas páginas policiais: porque temos que conversar com eles, temos que nos incomodar com eles, temos que ter algum tipo de troca com eles.  Lembramos, por alguns segundos do nosso dia, que existe pobreza, fome, miséria, gente precisando se humilhar por 30 centavos. Isso é o que assusta: a ordem bonitinha do centro sendo invadida por esses, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por esses&lt;/span&gt;, criminosos! cujo trabalho não é sequer regulamentado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- quase jornalistas, vejam só -&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não pretendendo esgotar o assunto, deixo apenas o pedido de que não engulam esse texto: mastiguem-no. Mastiguem os mendigos, mastiguem a pobreza, mastiguem a violência, mastiguem a intolerância e a hipocrisia. Apenas mastigando todos juntos poderemos compartilhar essa sujeira invisível de cada pequena convicção do nosso fantástico mundo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast food&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-7222749433825345895?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/7222749433825345895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/07/guardadores-de-carros-e-suas.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/7222749433825345895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/7222749433825345895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/07/guardadores-de-carros-e-suas.html' title='Guardadores de carros e suas contraversões'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-8345759633864046915</id><published>2009-07-14T17:51:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T18:28:02.800-07:00</updated><title type='text'>Coluna DOIS É PAR - Jornal da Várzea</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/Sl0rhIPSJ2I/AAAAAAAAAIA/xmf2W6LfAZs/s1600-h/Jornal+da+V%C3%A1rzea.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 121px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/Sl0rhIPSJ2I/AAAAAAAAAIA/xmf2W6LfAZs/s320/Jornal+da+V%C3%A1rzea.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358486979788023650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estreiei neste mês de julho a coluna DOIS É PAR,  de jornal da comunidade da várzea e da balsa, próximas ao novo campus da UFPel, de 5000 tiragens mensais. Compartilho aqui, ao lado, o primeiro texto, cujo título é A-normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugestões e críticas são sempre bem-vindas. E bora multiplicar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-8345759633864046915?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/8345759633864046915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/07/coluna-dois-e-par-jornal-da-varzea.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/8345759633864046915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/8345759633864046915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/07/coluna-dois-e-par-jornal-da-varzea.html' title='Coluna DOIS É PAR - Jornal da Várzea'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/Sl0rhIPSJ2I/AAAAAAAAAIA/xmf2W6LfAZs/s72-c/Jornal+da+V%C3%A1rzea.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1041112853886983170.post-2969635911051606720</id><published>2009-07-02T19:32:00.000-07:00</published><updated>2009-07-02T20:18:22.256-07:00</updated><title type='text'>tudofastfood - estreia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já escrevo no &lt;a href="http://www.estivalet.blogspot.com/"&gt;Sonoridade Muda&lt;/a&gt;, mas resolvi hoje que precisava de outro meio de expressão. Isso porque, no outro blog, escrevo em poesia ou prosa poética e, em princípio, pretendo mantê-lo assim. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tudofastfood&lt;/span&gt; nasce da necessidade de outra proposta. Pra cá, trarei artigos, charges e tudo o que me chamar a atenção política ou culturalmente. Se vai dar certo ou não, com o tempo a gente vê. O importante é multiplicar ideias e notícias de frente, sejam as minhas ou aquelas que acredito que valem os minutos de mastigação. Desde sempre, sintam-se todos à vontade para cuspir no prato ou sugerir novos temperos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1041112853886983170-2969635911051606720?l=tudofastfood.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudofastfood.blogspot.com/feeds/2969635911051606720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/07/tudofastfood-estreia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/2969635911051606720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1041112853886983170/posts/default/2969635911051606720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudofastfood.blogspot.com/2009/07/tudofastfood-estreia.html' title='tudofastfood - estreia'/><author><name>Lawrence Estivalet</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06515108785585859934</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://3.bp.blogspot.com/_fWfyThpKOuc/TF377OCvM0I/AAAAAAAAAMg/QRxbaqSaJzw/S220/law.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
